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	<title>Conduta Reta &#8211; Academia Brasileira de Gnose</title>
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		<title>O Despertar de Kundalini</title>
		<link>https://gnose.org.br/despertar_kundalini/</link>
				<pubDate>Wed, 25 Nov 2015 02:16:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ABRAGNOSE]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Transcrições]]></category>
		<category><![CDATA[Alquimia]]></category>
		<category><![CDATA[Conduta Reta]]></category>
		<category><![CDATA[Consciência]]></category>
		<category><![CDATA[Karma Yoga]]></category>
		<category><![CDATA[Kundalini]]></category>

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				<description><![CDATA[O Despertar de Kundalini Entendemos que esse é um tema muito importante. Bem verdade que já tratamos esse tema duas ou três vezes, porém, este tema se tornou muito importante porque queremos encerrar hoje um conjunto de três aulas especiais. A primeira foi sobre Sexualidade gnóstica para solteiros, a segunda foi sobre Sexualidade gnóstica para [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>O Despertar de Kundalini</p>
<p>Entendemos que esse é um tema muito importante. Bem verdade que já tratamos esse tema duas ou três vezes, porém, este tema se tornou muito importante porque queremos encerrar hoje um conjunto de três aulas especiais.</p>
<p>A primeira foi sobre Sexualidade gnóstica para solteiros, a segunda foi sobre Sexualidade gnóstica para casados, e hoje, então, queremos voltar ao tema com O Despertar de Kundalini.</p>
<p>Antes vamos transmitir a idéia básica e fundamental do que é Kundalini; a pseudo-literatura esotérica popular tem profanado a verdadeira natureza ou a verdadeira realidade de Kundalini.</p>
<p>Não só não sabem nada como estão muito longe de saber o que quer que seja a respeito de Kundalini. Nessa literatura, o máximo de bons conceitos que conseguimos reunir, diz que é um fogo, uma energia, um poder serpentino, uma força anular ou cósmica, etc.</p>
<p>Não vamos dizer que tais idéias sejam falsas; não é&#8230; Kundalini, de fato, é um fogo, uma energia, um poder; porém, ao repetir isso mecanicamente, simplesmente por haverem lido em livros, mascara-se a própria ignorância a respeito de Kundalini. Para nós, Kundalini é algo vivo, uma realidade concreta.</p>
<p>Podemos dizer que Kundalini é um Ser; não deixa de ser verdade; mas também não deixa de ser um tanto quanto incompleto. Kundalini, como muito bem sempre disse o Mestre Samael, é a Mãe Divina. Ela pode se apresentar em forma de uma serpente, como retratam os orientais, mas, acima de tudo, Kundalini é algo vivo, é um Ser.</p>
<p>Para ser mais exato e preciso, temos que dizer que Kundalini é Deus &#8211; no caso, Deusa; trata-se do aspecto feminino de Deus.</p>
<p>Deus se apresentou aos profetas, a Moises e a tantos em forma de fogo vivo, ardente, como é no caso da sarça ardente de Horeb, como João relata no Apocalipse. Tudo isso são formas, alegorias, uma forma pela qual Deus ou a Deusa &#8211; ou isso que chamamos de Mãe Divina &#8211; se apresenta a nós.</p>
<p>Somente saberá o que é Kundalini aquele que houver despertado em si o seu Kundalini; antes disso, por mais compreensão ou idéia que possa se fazer, não corresponderá à realidade. Sempre será uma idéia a respeito de algo, mas não será e não se parecerá com a realidade, como algo vivo, forte, intenso, diante de você.</p>
<p>Para conhecer Kundalini é preciso despertar primeiro; quem não desperta não sabe, não pode saber. Esta é a idéia primeira que queremos passar a todos para romper um pouco com essa mecanicidade de repetir o que está nos livros, olhar um pouco mais profundamente, tratar de perceber e compreender que quando mencionamos “Kundalini”, estamos falando de Deus, do aspecto feminino da divindade.</p>
<p>Como Ele se apresenta ou Ela se apresenta a você, isso é muito individual, particular. Colocado isso, há algo que também precisa ser ressaltado: há muitos equivocados sinceros, esses que repetem o que está nos livros, esses que acham, pensam e acreditam que o despertar de Kundalini vai se dar por acidente [ou ao acaso&#8230;].</p>
<p>Nada pode estar mais longe da verdade do que a idéia, que chega a ser estapafúrdia, a tal ponto que se configura como uma confissão pública de que nada se sabe de Kundalini. Kundalini não desperta por acaso, nem desperta mecanicamente.</p>
<p>Se acabamos de dizer que é algo vivo, que é uma expressão feminina da divindade, então, jamais pode ser entendida como algo cego, mecânico, algo que precisa ser lidado com certos cuidados como se ensina por aí a pseudo-literatura esotérica.</p>
<p>Outra coisa muito importante, extremamente importante, sobre Kundalini é: Kundalini jamais desperta nos indignos. Justamente por esse motivo mencionado – de Kundalini ser algo vivo, de se tratar do aspecto feminino de Deus dentro de nós – que não pode despertar acidentalmente&#8230;</p>
<p>Então, todos esses que são dados a uma vida devassa, que são dados aos vícios, aos prazeres, e a todos os tipos de gratificações sensoriais, nesses Kundalini jamais despertará.</p>
<p>Conhecemos pessoas, casadas há muitos anos, vinte, trinta anos e que até hoje não receberam o fogo. Isso é estatisticamente considerável nas fileiras gnósticas; mencionamos especificamente as fileiras gnósticas porque sabemos que mesmo com todos os defeitos que existem dentro das instituições gnósticas ainda são as que mais se aproximam do verdadeiro ensinamento acerca desses Mistérios.</p>
<p>Se dentro da Gnose há pessoas que estão há vinte, trinta anos e não receberam o fogo, é porque não reuniram em si os méritos de coração, não lograram fazer em si a purificação mínima necessária; sua conduta não permite que Kundalini seja despertado; imaginem então fora deste ambiente, imaginem como esses por aí que se embebedam todas as noites, vão para as baladas, que se divertem, ou que são dados a adultérios, ou que são dados a toda classe de devassidão&#8230;</p>
<p>Quem fala em despertar de Kundalini, em ativar Kundalini sem considerar esses aspectos, falando sobre isso como quem fala de futebol, é porque nada sabem de Kundalini, nunca entenderam nada; alimentaram-se apenas da pseudo-literatura.</p>
<p>Não estamos aqui para convencer nenhum cético, nenhum ignorante espiritual esotérico. Cada um é livre para escolher os caminhos que acha que deve percorrer. Então, obviamente, não perderemos nosso tempo convencendo ninguém de coisa alguma. Falamos o que nos consta, o que sabemos; aceita e aproveita quem quer.</p>
<p>Queremos apenas abreviar o tempo, a angústia e o sofrimento daqueles poucos e raros sinceros que podemos encontrar hoje pelo mundo; é apenas isso, nada mais do que isso.</p>
<p>Portanto, dentro da Gnose, é dito e repetido sistematicamente que Kundalini desperta com os méritos do coração. Méritos do coração se adquirem vivendo a conduta reta, a mística, seguindo e praticando exemplos como o de Francisco de Assis e outros místicos que nos antecederam.</p>
<p>A Gnose não é um exercício para ser praticado cinco minutos antes de deitar. Gnose é um sistema, uma filosofia de vida que é preciso viver de acordo. A iniciação é nossa própria vida bem vivida, vida retamente vivida, é conduta reta. A conduta reta se caracteriza por servir a vida, o próximo, a humanidade. A caridade universal é o terceiro fator de revolução de consciência.</p>
<p>Kundalini não desperta nos egoístas, nos que apenas pensam em si mesmos, no seu próprio conforto, progresso, avanço. Kundalini não desperta naqueles que não compartilham com os demais o pouco que conseguem recolher do rio da existência &#8211; isso nos ensinou o Mestre Samael.</p>
<p>É claro que para despertar Kundalini é preciso que façamos diariamente a morte dos defeitos. Devemos fazer a purificação da mente, dos pensamentos, dos sentimentos. O que queremos enfatizar e destacar hoje é essa questão de que Kundalini não é algo cego, mecânico.</p>
<p>Para dar uma idéia mais clara, vamos supor que Kundalini seja uma jóia rara no universo.</p>
<p>Em estado latente, cada um traz o potencial do valor dessa jóia. Portanto, em algum lugar do universo estão reunidas todas as jóias. Este lugar é protegido por poderosos guardiões.</p>
<p>Para que uma dessas jóias seja retirada dali, é preciso permissão da Lei Divina. Sem permissão, a jóia não é entregue.</p>
<p>Considerando-se que a autorização final quem dá é a Mãe Divina de cada um de nós, se Ela não autoriza, o filho terrestre simplesmente não recebe nada. Em outras palavras, se a Mãe não autoriza, o filho não desperta Kundalini, como se diz aqui, em nosso mundo, em nosso dia-a-dia.</p>
<p>Mas quem faz esse trabalho de despertar o fogo? &#8211; isso é muito importante.</p>
<p>O Mestre Samael diz o seguinte: “Para Kundalini existe um especialista que guia e conduz o fogo de vértebra em vértebra.”.</p>
<p>Então, temos aí duas realidades muito importantes: a 1ª é que a Mãe Divina não dá autorização para o filho indigno, para o filho que não valoriza, que desconhece, esbanjador, devasso. Aqueles que trabalham seriamente sobre si vão formando méritos no coração; são as virtudes fundamentais. Isso é como corrigir a acidez do solo para plantar, para lançar depois a semente; o agricultor sabe que um solo fraco, um solo pobre, não corrigido, se receber a semente, faz a semente germinar, mas será uma planta fraca e débil.</p>
<p>Ora, se isso sabe um simples agricultor aqui do Brasil, quanto mais saberá nossa Mãe Divina, quanto mais saberão os Mestres da Loja Branca, que são os agricultores, são aqueles que jogam a semente divina no solo humano para nascer Deuses, Deusas, Anjos, Arcanjos, Mestres e Buddhas.</p>
<p>Todo aquele que trabalha seriamente sobre si, com profundidade, responsabilidade, constância, fazendo o trabalho de purificação interior, equivale a preparar o solo filosofal, a corrigir a acidez, a torná-lo fértil. Quando estiver pronto, a Mãe Divina autoriza os Mestres da Loja Branca a despertar, levantar e conduzir este fogo sagrado, esta energia, esse poder, a chama que na verdade vem a ser a própria Mãe Divina individualizada e personalizada.</p>
<p>Mas também sabemos que a Mãe Divina individual de cada um de nós é uma célula da Grande Mãe cósmica. O corpo de Nuith ou Neith é formado por células, átomos ou moléculas &#8211; e cada átomo, molécula ou célula dessas é a Mãe Divina Particular de cada um de nós.</p>
<p>Quando nós, aqui na Terra, trabalhamos sobre nós, corrigindo o solo filosofal, o que equivale a preparar o solo para o advento do fogo individual, para que nossa Mãe Divina possa nascer em nós, tomar conta de nós, apoderar-se totalmente de nós. E à medida que outras Mães vão fazendo à mesma coisa nos seus filhos, isso vai provocando uma grande transformação em nível planetário, depois em nível de sistema solar, e por fim, em nível de galáxia.</p>
<p>Ao final de um grande dia cósmico os Deuses recolhem os frutos desse trabalho. Um dia cósmico termina quando se atinge o número de frutos necessários referentes àquela plantação ou colheita; aí o universo se dissolve&#8230; Simples assim, meus amigos! Colocando em palavras bem simples, para que todos possam entender &#8211; e oxalá todos entendam com essa simplicidade&#8230;</p>
<p>Kundalini é algo vivo, é a própria divindade viva em nós. Para que se manifeste, para que se apodere de nós, para que desperte e se levante e acenda ao longo da coluna é preciso que façamos nosso trabalho individual, aqui descrito em palavras como méritos do coração, purificação interior (conduta reta, práticas esotéricas ) e com o servir desinteressadamente a humanidade.</p>
<p>Dito isso, acreditamos ter ficado claro para todos que a sexualidade gnóstica para solteiros e para casados é fundamental.</p>
<p>Para o solteiro despertar seu fogo interior falamos na aula anterior; o mesmo para os casais. Hoje, estamos complementando o tema. Ao falarmos da sexualidade gnóstica para solteiros, dissemos que esses podem despertar e levantar seu Kundalini por polarização divina, sob a condição de, em alguma vida anterior, haver criado seu corpo astral solar, mental solar ou até mesmo o seu corpo da vontade consciente solar.</p>
<p>Esses que em vidas anteriores construíram já um desses corpos, mesmo solteiros hoje, se trabalharem sobre si, se reunirem em si os méritos do coração, vivendo a Gnose na prática, confiem; terão seu fogo despertado na hora adequada&#8230;</p>
<p>É difícil passar às pessoas o que é a realidade do mundo dos Deuses; é difícil passar em palavras e fazer alguém perceber qual é o poder e a realidade que se escondem além dos nossos cinco sentidos. Por isso exortamos a todos dizendo simplesmente: CONFIEM! Tenham esta fé, esta confiança. Pratiquem, porque em praticando, as coisas vão sendo dadas, e ninguém precisa acreditar em nossas palavras ou lutar contra nossas palavras.</p>
<p>Não estamos aqui para convencer ninguém, não estamos vendendo nada, não estamos aqui pedindo absolutamente nada em troca, não estamos pedindo fidelidade, nem contribuições financeiras ou econômicas, não queremos formar carteira de fiéis ou seguidores, nada disso.</p>
<p>Estamos aqui simplesmente repartindo pública e abertamente alguma coisa que o bom senso nos permite falar; não podemos ir além porque não há entendimento suficiente no momento. Então nos limitamos a estas palavras; tratamos de explicar as coisas com essas metáforas, com esses recursos que temos à mão.</p>
<p>Aqueles que fizerem sua parte, que confiarem, que trabalharem para isso, saberão por si sós. O que podemos dizer é, sim, nós acreditamos em tudo isso; ninguém nunca nos deu demonstrações de nada. Simplesmente, por intuição, ou qualquer outro meio ou faculdade ou sistema que vocês possam atribuir, reconhecíamos, sabíamos ou sempre soubemos que as coisas eram assim, mesmo sem ter entendimento necessário; simplesmente sabíamos que aquilo que nos ensinava o Mestre Samael era verdade.</p>
<p>Só que ainda não tínhamos a capacidade de encarnar, absorver ou ancorar todas aquelas verdades, mas hoje podemos testemunhar muita coisa daquilo que nos ensinou o Mestre Samael sobre o caminho da iniciação, sobre os requisitos, e dar testemunho de que realmente vale a pena dedicar parte da sua vida a trabalhar sobre si porque as coisas são dadas no tempo certo&#8230; Confiem!</p>
<p>É como o agricultor que lança a semente a terra; a semente, uma vez na terra, segue o ciclo de germinação, desenvolvimento, florescimento, e mais tarde, de frutos, seja em forma de grão ou em forma de fruta mesmo, cumprindo assim o seu ciclo. As condições para isso estão muito claras para todo estudante médio dentro das fileiras gnósticas.</p>
<p>Quem está chegando agora e nunca ouviu falar disso ou pouco ouviu para falar disso terá que fazer a sua parte, que é estudar a doutrina; para isso, além dos livros do Mestre Samael que estão em nosso site, recomendamos também a audição, a leitura, estudo das transcrições destas aulas.</p>
<p>Kundalini é algo vivo; não é algo mecânico; é a divindade em nós. Quem desperta ou autoriza o despertar é a própria Mãe Divina. Não sei se vou conseguir ter a felicidade de descrever adequadamente ou apropriadamente o processo de despertar&#8230; Mas o trabalho de Buddhas, Mestres e Deuses que têm por atribuição nos mundos internos a tarefa de receber, ajudar e cuidar de novos chelas, lanus e discípulos é similar à tarefa dos médicos aqui em nosso mundo&#8230;</p>
<p>Vamos colocar da seguinte forma: um médico, que trabalha num hospital ou clínica, ou no pronto socorro, recebe ali, durante o seu plantão, seu dia de trabalho, gente que se acidentou em automóvel, ferido em briga, que apresenta escoriações, ossos quebrados e às vezes hemorragia&#8230; Outras vezes, ferimentos graves, intoxicação, envenenamento&#8230; Imaginem o ambiente hospitalar, onde a cada hora chegam novos pacientes enquanto na outra ponta outros estão recebendo alta&#8230;</p>
<p>Na Loja Branca é mais ou menos assim: nós chegamos lá arrebentados, estropiados, intoxicados, envenenados, cegos, surdos, mudos, cobertos de fezes, maltrapilhos e famintos feitos mendigo&#8230;</p>
<p>Aqueles que iniciam o trabalho sobre si são como se fossem tomar um banho&#8230; Quando alguém se lança nesse caminho seriamente, ele toma esse banho inicial e alguém lhe dá roupas limpas; passa então a usar roupas limpas. Ele não está bonito, não é um Mestre resplandecente; está apresentável; não tem aquele mau cheiro de quem não se lava há muito tempo; dá para nos aproximar dele e conversar; e aí segue a rotina de recuperação do paciente [ou do vagamundo&#8230;].</p>
<p>Se ele seguir a dieta, o tratamento, a disciplina, se realmente for obediente às recomendações “médicas”, que são as recomendações dadas pelos Instrutores, Buddhas e Mestres que têm a seu cargo nos purificar internamente &#8211; e eles fazem isso à condição que nós façamos nossa parte aqui e agora neste mundo físico &#8211; as coisas vão melhorando [para aquele que foi recolhido das ruas do mundo&#8230;].</p>
<p>Depois nos dão uma roupa branca e passaremos a ser reconhecidos como um “novato” que usa roupa branca. Evidente, que não tem grau nenhum, mas significa que é alguém que está se recuperando bem&#8230;</p>
<p>E por aí segue a rotina ao longo dos meses, e, às vezes, dos anos: Purificações lentas, profundas, até que um dia aquele que outrora foi um vagamundo está pronto para o despertar do fogo.</p>
<p>Antes que o fogo possa despertar, nossa coluna precisa ser revisada, desmontada e inúmeras peças, das quais não fazemos a mínima idéia de sua existência e de como é visto internamente, são reconstruídas.</p>
<p>Quando em purificação e limpeza, as colunas são literalmente desmontadas como se desmonta o motor de um carro, de uma máquina, de um equipamento &#8211; e tudo isso é refeito, refundido, remanufaturado; depois, volta-se a montar tudo, e o conjunto é fixado novamente no lugar&#8230;</p>
<p>Depois que toda a instalação está pronta, que tudo foi reconstruído, purificado, depois que todos os encanamentos internos foram trocados e revisados, chegará um momento em que o líder da equipe diz: “Tudo certo! Pode ligar a força!” Então a Mãe Divina autoriza&#8230; E nasce o primeiro grau de fogo dentro de nós&#8230; Sem risco algum&#8230;</p>
<p>Podemos explicar dessa forma como estou explicando aqui ou podemos explicar tudo isso utilizando os paralelos do processo de germinação de uma semente após a preparação do solo&#8230;</p>
<p>Há muitas maneiras de se explicar isso, mas o princípio é o mesmo. O fato é que quando pedimos nossa iniciação somos iguais àquele sujeito estropiado ou acidentado que se arrebentou com o automóvel nas rodovias da vida e chega ao hospital mais morto que vivo; no caso da iniciação, seguramente mais morto que vivo&#8230;</p>
<p>E aí com muita paciência e dedicação, os Buddhas, os Mestres, os Deuses, os elementais vão tratando de reconstruir pedaço a pedaço, parte a parte.</p>
<p>Primeiro reconstruir e purificar tudo para depois o fogo ser liberado. Se liberar o fogo antes de todo esse processo, é o mesmo que conectar uma velha instalação elétrica numa rede de alta tensão&#8230; Entendem isso?</p>
<p>Se a instalação é mal feita, ou se foi feita com uma fiação não indicada, a hora que a voltagem subir, vai incendiar. O resultado disso, de alguém que não fez sua parte, é o mesmo que ir para o hospício aqui em nosso mundo. O sistema nervoso, simpático, parassimpático, todas essas conexões nervosas, todas as conexões e aberturas e fechamentos dos sistemas elétricos em nosso cérebro [sinapses], não só em nosso cérebro, mas em todo sistema nervoso central, é tudo muito delicado&#8230;</p>
<p>Os médicos sabem quão delicado é o sistema nervoso aqui em nosso físico, imagine o quão mais delicado é o sistema elétrico, ígneo, que nós, genericamente, denominamos Kundalini. Não temos idéia do que é Kundalini &#8211; a verdade é essa; a humanidade não tem a mínima idéia do que existe por trás desta palavra&#8230;</p>
<p>Chega a ser deprimente quando ouvimos ou vemos por aí verdadeiros tontos, ignorantes totais, falando sobre Kundalini. Falam de Kundalini como quem discute futebol.</p>
<p>Esta é a realidade e sobre ela estamos falando hoje. Oxalá realmente nos seja possível despertar mais alguns estudantes sobre a delicadeza de todo esse processo, e, principalmente, sobre aquilo que é esperado de nós para nos conectarem com a grande rede elétrica cósmica.</p>
<p>Isso é feito aos poucos, corpo a corpo, grau a grau. Para cada um de nós, para cada ser humano, o processo é único, ainda que, em linhas gerais, siga o mesmo procedimento.</p>
<p>O fato é que, na prática, pelas histórias de vida, pelos raios, pela gravidade da nossa condição atual [karma], isso seja uma operação delicada, muito especial e específica.</p>
<p>E digo mais: se não existissem os Buddhas, os Mestres da Loja Branca, esses Deuses que cuidam disso, que são encarregados disso, cuja função no cosmo é exatamente desmontar e montar seres humanos, trocar as peças internas, refazer, refundir, etc. estaríamos perdidos.</p>
<p>Justamente aqui entra tudo que é falado na mitologia, como, por exemplo, o Deus Vulcano forjando espadas, escudos, armas e também peças para serem aplicadas em nossa coluna vertebral e em nossos órgãos nos mundos internos. Isso é real, meus amigos. É como pode ser visto com olhos de ver&#8230; É tão real tudo isso como cada um de nós, aqui, levar o seu carro a uma oficina mecânica para trocar peças ou refazer o motor.</p>
<p>Falamos dessa forma para que todos entendam o processo e o trabalho dos Buddhas, Deuses, Mestres e elementais durante nossa iniciação. É preciso reconstruir os corpos internos&#8230; E isso é feito dessa maneira&#8230;</p>
<p>Não queremos, falando assim, vulgarizar o processo; pelo contrário, descemos a esse nível de linguagem para sermos didaticamente compreendidos e mais produtivos; para que todos entendam a delicadeza e a necessidade que temos de fazer a manutenção básica aqui, tomarmos os cuidados básicos aqui, no dia a dia. Tudo que fazemos aqui, em pensamentos e obras, reflete-se no interno&#8230;</p>
<p>Esperamos com isso que todos se sintam mais motivados, para que tenham uma noção melhor do que é esperado de nós em termos de cuidados e conduta reta, méritos no coração e mística, práticas esotéricas e qualidade espiritual de relação sexual, no caso dos casados.</p>
<p>Muitos por aí têm a idéia, profundamente equivocada, de que se ficarem dez dias conectados direto, despertarão Kundalini; e se fizerem duas horas de arcano diariamente, muito breve despertarão Kundalini&#8230;</p>
<p>Mentira, engano, fantasia! Isso não procede! Se ficarem um minuto unido no chamado abraço AZF, no abraço alquímico, feito com mística, pureza, com as condições internas adequadas, este minuto vale mais do que um ano feito no sistema “vale tudo”, já mencionado&#8230;</p>
<p>Colocamos hoje tudo isso em formas contrastantes para que todos entendam que a prática alquímica é algo sagrado, e que atrás disso tudo, existe a divindade viva nos observando. Não há nenhuma diferença entre Ela [a divindade] e nós porque Ela somos nós, só que ignoramos isso aqui agora.</p>
<p>Atrás dessas expressões tão repetidas no ambiente gnóstico, como “despertar Kundalini”, “magia sexual”, “arcano AZF”, “prática de solteiro” há tudo isso e muito mais que nem mencionamos&#8230; Hoje, aqui, nosso objetivo era dar uma mensagem sintética sobre a realidade do despertar de Kundalini&#8230;</p>
<p>Até aqui nossas palavras; ficamos agora à disposição dos presentes para aprofundar os aspectos ou elementos que quiserem apresentar&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Perguntas</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Os sintomas do despertar de Kundalini podem ser constantes? Ou seja de mês em mês ou até mesmo em semanas repetidas?</strong></p>
<p>R: Meu caro amigo, os sintomas de despertar de Kundalini são presentes 24 horas por dia, 365 dias por ano. Quem tem Kundalini desperto sabe disso&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Um solteiro que não faz corretamente seu trabalho de transmutação poderá transformar-se em hanasmussen ou robustecer seus egos?</strong></p>
<p>R: Um solteiro que não faz corretamente o seu trabalho continuará no nível em que está; ele não se complica mais porque não trabalha com energias poderosas. Diferente é o caso daquele que é casado e faz isso que denominamos de “luxúria casta” &#8211; que é, supostamente, uma prática de AZF. Mas, na verdade, é um “vale tudo sem perder suas energias”. Esse sim, em 12 ou 15 anos se transforma em hanasmussen de, pelo menos, terceiro grau. O solteiro que não trabalha direito está perdendo seu tempo, só isso&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Temos que eliminar um mínimo de defeitos para despertar Kundalini?</strong></p>
<p>R: Sim, temos que eliminar um determinado percentual de defeitos para que desperte Kundalini. É aquilo que falamos: é preciso fazer a purificação, é preciso que os Mestres tenham a percepção objetiva e direta de que o poder divino, ao qual o estudante vai ser conectado, não o arrebente, e não venha usar esse poder contra si mesmo e contra seus irmãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Tem como perceber, no plano físico, quando nossas estruturas energéticas estão sendo retificadas nos mundos internos pelos Mestres?</strong></p>
<p>R: Sim, meu amigo! Sentem-se determinados reflexos aqui no mundo físico. Há dores no interior da coluna, nas costas, na cabeça; há dores que não podem ser localizadas no nosso interior. Claro que isso também são sintomas de doenças e enfermidades físicas. Então, sempre que alguém nos escreve falando dessas coisas, primeira providência que recomendamos é fazer um exame geral para ver se não há nenhuma enfermidade orgânica. Não podemos cair na fantasia, na mitomania. Mas, corroborando com o que você capta, sim, há correspondências físicas a respeito de algo que está sendo feito em nosso interior&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Um simples pensamento que não condiz com a pureza dos Deuses pode retardar o progresso de Kundalini?</strong></p>
<p>R: Sem dúvida nenhuma&#8230; Por isso insistimos muito em purificação da mente, falamos muito da castidade da mente&#8230; Em tendo castidade da mente, com o tempo a castidade física se apresentará normalmente, sem que alguém tenha que se matar para conquistar isso, se açoitar, se castigar. Não adianta forçar; ninguém pula o Jardim do Éden pela muralha; você entra pela porta da frente. Quem pula o muro e invade janela é o pessoal do outro lado, não esqueçamos disso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Kundalini é a Deusa viva em nós, e nosso Íntimo seria nosso interno?</strong></p>
<p>R: Há que se entender o que é o Ser. O Ser é uma realidade muito ampla. Dentro do Ser estão os 12 apóstolos, os 24 anciãos que fala João no Apocalipse, estão as 12 constelações ou signos zodiacais; dentro de nós estão os profetas, os santos, muitos átomos divinos dos Deuses e vai por aí a fora. Cada um de nós tem partes do mundo exterior aqui e agora. Esse conjunto é o que chamamos de Ser. É nesse conjunto que temos a parte feminina de Deus que é nossa Mãe Divina e que o Mestre Samael descreve como tendo cinco aspectos distintos; sugiro estudar esse capítulo do livro “As Três Montanhas”, falando sobre os cinco aspectos da Mãe Divina&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Poderia explicar melhor sobre especialistas que conduzem ou refazem </strong><strong>vértebra por vértebra?</strong></p>
<p>R: Vêm-me à memória vários casos concretos de boddhisattvas caídos; ao caírem, tiveram sua coluna totalmente arrebentada como se uma força interna explodisse literalmente a coluna&#8230; Essa coluna vertebral, vista com olhos espirituais, é uma coisa feia de se ver, como se você visse uma pessoa andando pela rua com a coluna totalmente aberta e com os ossos aparecendo ou saltando para fora. Então, é claro que isso vai exigir uma reconstrução total e completa&#8230; Outros, que estão por aí, boddhisattvas caídos que estão rolando há milhares de anos pelo lodo da terra, tiveram ou têm seus dutos internos [que equivalem às veias e aos nadis energéticos], outros canais no mundo do corpo astral, além do corpo etéreo – enfim, todos esses canais, dutos, a tubulação que temos, tudo isso precisa ser trocado, refeito, limpado, purificado e em muitos casos precisam ser trocados. Isso envolve peças de reposição ou partes que precisam ser forjadas. Quem é que forja? &#8211; Vulcano. Onde? Na forja! Onde é que está a forja? Dentro de nós, no sexo. Portanto, aquele que não tem energia, fogo, poder, matéria prima armazenada dentro de si, ou aquele que perde suas energias sexuais, é evidente que não é possível a nenhum forjador forjar coisa alguma. Aí ficamos na rua da amargura&#8230; Não temos matéria prima a oferecer aos elementais, aos Buddhas, aos Deuses encarregados de refazer, refundir todo este material. Então, uma coluna vertebral muitas vezes precisa ser construída inteira; ela é desmontada, literalmente, vértebra a vértebra, e depois é reconstruída, limpa e tratada com remédios e ungüentos medicinais que os Mestres aplicam&#8230; Em resumo, assim, dá para ter uma idéia do que realmente acontece internamente; espero que tenha captado a idéia&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Existe alguma indicação prévia que Kundalini irá despertar?</strong></p>
<p>R: Bom, há muitas indicações prévias&#8230; Você pode ser avisado em sonhos simbólicos, pode que algum irmão, isso é raríssimo hoje no mundo, se tiver confiança e autorização para tal, diga ou revele tal evento; mas é muito difícil achar alguém com tais capacidades. O normal é em sonhos ser avisado, e pelos sintomas físicos, perceber que Kundalini irá despertar. Alguns irmãos que vivem esses processos aqui mesmo no Brasil &#8211; e que orbitam dentro desse pequeno canteiro de obras chamado Igreja Gnóstica do Brasil &#8211; falam que a eles foi indicado de forma mais objetiva: o próprio Senhor Anúbis se apresentou a eles dizendo que isso ia ocorrer, mostrou-lhes a balança em equilíbrio, com os pratos equilibrados, indicando que havia mérito no coração. Mostrava-lhes um ninho com serpentes despertas, mas não levantadas ainda; uma ou duas ou três, de acordo com os Kundalinis que iriam subir nessa atual encarnação. Isso são alguns exemplos do que têm acontecido com alguns irmãos e irmãs que estão vivendo esse processo neste momento aqui no Brasil e a quem temos acompanhado seus processos neste mundo&#8230; Claro que essas pessoas são acompanhadas e assistidas nos mundos internos. Mas, alguma coisa é necessário fazer aqui, neste mundo também – e é o que temos feito desde há algum tempo&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: A energia de Kundalini é a veste do iniciado?</strong></p>
<p>R: Não exatamente, porque as vestes são construídas com o mercúrio transmutado. Então é preciso primeiro economizar essa energia, preservar, guardar e transmutar essa energia; essa energia transmutada vai se depositando nos átomos, elétrons, moléculas e, gradativamente, vai se formando um novo corpo. Primeiro se refaz atomicamente todo o corpo físico, depois o etérico, em seguida o astral, e assim sucessivamente. É claro que esse processo de construção ou reconstrução de corpos se dá simultaneamente ao avanço de Kundalini. Por isso que às vezes a gente confunde Kundalini com as vestes. Não é bem assim, é preciso se ter um entendimento mais específico&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Quem jogou sua energia fora por muitos anos sem saber dos prejuízos e agora vê os prejuízos em seu próprio corpo, pode se recuperar através da magia sexual ou pranayama?</strong></p>
<p>R: Sim, e para isso a primeira coisa que indicamos é ouvir as duas últimas conferências. Segundo, estude aquele documento que está em nosso site chamado sexualidade gnóstica para solteiros; em terceiro lugar é obvio que você precisa passar a viver de acordo com os ensinamentos dados ali. Em quarto lugar, negocie urgentemente tua salvação com o Senhor Anúbis, porque em dezembro 2007 fecham-se as portas para negociação, e aí você ficará por conta&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Você falou que Kundalini é fogo, quando o Senhor Samael fala que a água é o habitat do fogo, quer isso dizer que no sêmen está Kundalini, é isso?</strong></p>
<p>R: Mais uma vez, meu amigo, temos que ser mais sutis ou sensíveis à percepção. A água sem dúvida nenhuma é o habitat do fogo; isso quer dizer que nas águas genesianas está o fogo, o fogo universal, a névoa de fogo. Mas isso, embora se possa dizer que seja parte de Kundalini, não é a Kundalini em si mesma. A matéria da névoa de fogo e a matéria de Kundalini &#8211; ou a realidade de um e de outro, em essência &#8211; é a mesma, na base é a mesma. Porém, depois, pelos trabalhos alquímicos e de refinamento, obtém-se uma individualidade, aperfeiçoamento, purificação, apuro, pureza e qualidade. A matéria prima é o sêmen e é desta matéria prima, ou água genesiana, que se retira o alimento para Kundalini. Kundalini é algo vivo, precisa de alimento. De onde vem o alimento? Dali&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Quem ainda não tem 21 anos começa a trabalhar com transmutação de </strong><strong>solteiro?</strong></p>
<p>R: Nem pouca idade nem muita idade é explicação para deixar de fazer o trabalho&#8230; É preciso superar a preguiça, o comodismo, as explicações, as autojustificativas. É preciso aprisionar o Pilatos que lava as mãos permanentemente para não ter que fazer nada&#8230; É preciso acabar com o demônio da má vontade e se lançar definitivamente nesse caminho ou nada será feito&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Kundalini em um Mestre possui um fluido inesgotável de energia?</strong></p>
<p>R: Sem dúvida nenhuma. Kundalini de um Mestre é a própria fonte inesgotável de energia porque, por ele, flui a energia do cosmo; entenda desta forma e estará bastante perto da realidade. O dia que você ver isso entenderá exatamente o que dizem essas palavras&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: A prática da yoga da juventude ajuda o trabalho dos Buddhas na retificação desses canais?</strong></p>
<p>R: Toda prática esotérica que fazemos aqui ajuda não só os Buddhas, mas também os elementais&#8230; Entendam que os elementais são os operários, as abelhas que elaboram o mel, que constroem o favo; é toda uma equipe de trabalho&#8230; A base, o chão de fábrica, são os elementais; então, temos que fazer essas práticas de yoga da juventude, mantras, práticas com os elementais diretamente, todos os dias, justamente para alimentar bem e produzirem mais e melhor&#8230; Este trabalho também gera moedas para pagar nossas contas ou negociarmos junto ao Senhor Anúbis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: A Mãe Divina permite que Kundalini desperte em alguém que não despertou o mínimo de consciência?</strong></p>
<p>R: Esse termo “despertar a consciência” é algo que também na Gnose não foi devidamente entendido&#8230; Em nosso site há conferências onde buscamos dar um entendimento mais amplo do que seja consciência e despertar&#8230; O que é consciência? Entendemos que consciência desperta é e só pode se dar pela morte de ego. Se não temos 10, 15, ou 20 % de egos eliminados, ou de mente purificada, dificilmente teremos méritos no coração para despertar Kundalini. Muito difícil, então, na prática, que Kundalini desperte; mas, aproveito sua pergunta para repetir algo que é muito importante nesses tempos finais&#8230; Nestes tempos finais, não importa quantos Kundalinis você tem; você pode ter meio Kundalini desperto, mas isso é suficiente para que sua alma seja resgatada. Ao ser resgatada, logo após o desencarne, você vai para uma determinada região, que denominamos “ilha”; nesta ilha você prosseguirá o trabalho de morte e do despertar de consciência, junto com sua Mãe Divina. Esse é o entendimento que queremos passar a todos&#8230; Temos dito aqui sempre que não há mais tempo para ninguém se auto-realizar ou eliminar cem por cento do seu ego. Então, a Loja Branca, o Tribunal da Lei, estão fazendo esse tipo de negociação. Mas, não nos enganemos: é preciso levar com seriedade, profundidade e muita responsabilidade toda essa questão de resgatar a alma, negociar o seu karma e fazer as práticas que a Gnose ensina&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Com o despertar de Kundalini adquirimos poderes especiais?</strong></p>
<p>R: Olha, meu amigo, tenho muito presente comigo uma frase do Mestre Samael que diz o seguinte: “os poderes são pagamentos que o Logos realiza por trabalhos realizados”. Kundalini dá muitos poderes, não necessariamente que dá todos os poderes do universo&#8230; Isso é dado segundo os méritos dos trabalhos realizados, são pagamentos que a divindade nos faz por trabalhos realizados.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: O progresso do Mestre Samael da 1ª a 5ª iniciação maior foi muito rápido, se não me engano em cinco anos? E qualquer um que se dedica com tanto afinco pode se desenvolver com tanta rapidez?</strong></p>
<p>R: Eu te digo mais: aqui no Brasil há pessoas que caminharam muito mais rápido até&#8230; No caso do Mestre Samael, isso se deveu à condição de despertar que ele já possuía&#8230; Pode-se desenvolver com mais rapidez, muito mais rapidez, mas é preciso trabalhar muito. É por isso que, de forma codificada, tenho dito: “façam à parte que lhes corresponde, e confiem”. Vocês não têm idéia da realidade que está em outros universos, realidades paralelas a nossa. Nós não temos idéia do poder e da atuação da Loja Branca, interagindo aqui e agora, neste mundo, através de algumas pessoas; acreditem nisso. Mas, infelizmente, quando falamos “acreditem”, é desviado; as pessoas tomam isso como se quiséssemos enganar incautos. Todo mundo se debate em sua própria ignorância. Porém, se você reunir em si o mínimo de fé, e fizer a tua parte, apenas focando a tua parte, confiando que a Loja Branca fará a contrapartida, não por exigência sua, mas porque assim é o natural, as coisas se darão no tempo devido. O universo se move em cima do equilíbrio da balança, acredite. Em um ano se pode levantar cinco Kundalinis, mas isso é muito raro acontecer; são para boddhisattvas caídos de grandes Deuses que efetivamente trabalharam muito sobre si, fizeram trabalho nesta vida; nem falo de vidas anteriores, porque há que estivesse inclusive no inferno, como é o caso de Belzebu. Não estou dizendo que Belzebu levantou cinco Kundalinis&#8230; Só estou usando Belzebu como um exemplo de que, para o amor divino, a misericórdia divina, não há limites; acredite nisso; faça por merecer; conquiste esse direito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Os salvos são apenas aqueles que têm Kundalinis despertos?</strong></p>
<p>R: De certa maneira sim, porque senão, não resiste a certos processos do desencarne. Então, esses que vão resgatar a sua alma, terão o fogo desperto; não digo que venha a ter todo o primeiro Kundalini levantado, não! Mas terão fogo suficiente para resistir os processos de morte e pós-morte. Isso é o mais importante neste momento, porque estamos em tempos finais e pouquíssimo tempo temos pela frente&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Se praticamos arcano, até onde sei, castamente, por algumas semanas, e após isso ficamos uns dias dispersos do trabalho prático, sem perder a energia sexual para outros cilindros, essa energia se perde, se dissipa?</strong></p>
<p>R: Não, esses trabalhos de castidade são como carga na bateria&#8230; Lembre-se que na última aula falei que o Mestre Samael, depois que se tornou um duas vezes nascido, esteve sete anos afastado de práticas alquímicas, apenas meditando e eliminando defeitos. É claro que esses defeitos foram eliminados devido ao fogo que tinha dentro de si. Apenas algumas semanas de castidade não muda nada&#8230; É a mesma coisa que alguém usar guarda-chuva depois de estar encharcado, depois de ter atravessado um rio a nado. De que vai servir um guarda-chuva? Mas é assim que se começa, isso é importante. Começa-se preservando a própria energia por dias ou semanas; é preciso reeducar a fisiologia, o corpo, o pensamento, os sentimentos. Tudo precisa ser reeducado, e isso não se faz da noite ao dia. É importante deixar claro esta concepção para que ninguém entre em pânico, entre em desespero. Isso não resolve nada, não soma nada; pelo contrário, só complica. Essa história de se fazer de coitadinho diante da divindade é a maior besteira que alguém pode ensinar dentro da Gnose. Temos que ser honestos, sinceros, puros, assumir a responsabilidade de cada um de nossos atos, e fazer o trabalho que nos cabe fazer&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Porque Kundalini, na simbologia de uma serpente, engole o aspirante ao caminho? Ou isso não acontece?</strong></p>
<p>R: É um símbolo&#8230; É claro que vamos ser devorados pela serpente. Isso quer dizer que nos transformamos em serpente&#8230; A Mãe se apodera de nós e nos tornamos um com ela; esse é o propósito da iniciação. É isso, então, que em simbologia significa ser devorados pela serpente&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: O estudante que desencarna pode ser resgatado mesmo se ainda não </strong></p>
<p><strong>estiver desperto no astral?</strong></p>
<p>R: Sem dúvida&#8230; Isso também pode ser incluído no rol das fantasias que se espalharam dentro do meio gnóstico. Por aí, em muitos lugares, é ensinado desesperadamente a sair em astral, como se alguém, um fantasma lunar, totalmente tomado de egos, pudesse sair em astral&#8230; Isso é mero desdobramento do ego&#8230; Entenda-se, definitivamente, que só sai em astral quem tem corpo astral. Se em algum momento, em alguma existência anterior, você criou o corpo astral, então, você pode sair em corpo astral porque você tem de fato um corpo astral&#8230; Bem verdade que os poderes, as características, as virtudes deste corpo astral, no momento, estão apagadas, desligadas, adormecidas. Porém, se negociar com a lei divina, fazer a tua parte, começar a fazer a tua parte com sinceridade, com responsabilidade, com entrega, terá a sua oportunidade. Volto a repetir: não temos idéia do que é o poder divino interagindo aqui neste mundo físico&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Quanto à transmutação de solteiro, a prática diária do pranayama egípcio é suficiente, além da conduta reta?</strong></p>
<p>R: Se você fizer dez minutos de transmutação de solteiro por dia, isso é suficiente, além da conduta reta e das meditações&#8230; Isso é o suficiente! Claro que nesse conjunto de práticas você inclui, por exemplo, na conduta reta, a morte dos defeitos e o trabalho junto a tua Mãe Divina para que ela elimine esses defeitos&#8230; Isso é suficiente, sim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Como saber se já estamos usando roupas limpas nos mundos internos?</strong></p>
<p>R: Só vendo! Você pode pedir a tua Divina Mãe que mostre o teu real estado interior; você pode pedir aos Mestres da Loja Branca ou ao teu Pai, ao Senhor Anúbis, que mostre a tua real condição interior; em sonhos você poderá se ver exatamente como está neste momento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>P: Algum desvio da coluna ou má postura pode atrapalhar Kundalini?</strong></p>
<p>R: Não, estas questões não têm correlação. Talvez você venha sentir mais dor quando iniciar os processos, isso é possível, mas não é impedimento de nada&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autor Karl Bunn</p>
<p><strong>Para um maior aprofundamento, recomendamos: <a href="http://www.gnose.org.br/os_misterios_sexuais/">Os Mistérios Sexuais da Gnose</a>
</strong></p>

<p><em>O texto acima é cópia integral, (modificada a pontuação e feitas algumas alterações para dar o formato de texto), de uma conferência ditada por Karl Bunn, presidente Igreja Gnóstica do Brasil – www.gnose.org.br – realizada ao vivo dia 11.09.2007, por intermédio do programa Paltalk, via Internet. Transcrição de texto: Mariana Cunha. Revisão final feita pelo próprio autor.</em></p>
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		<title>Videoconferências de Samael Aun Weor</title>
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				<pubDate>Tue, 04 Feb 2014 00:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ABRAGNOSE]]></dc:creator>
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				<description><![CDATA[Venerável Mestre Samael Aun Weor Lista de videoconferências do V.M. Samael Aun Weor que dispomos no momento para você baixar. Periodicamente esta seção receberá novos itens. SAW &#8211; Luxuria e a Mãe Divina &#8211; (16387K) SAW &#8211; A Cultura Serpentina do México &#8211; (1753K) SAW &#8211; A Entropia &#8211; (3754K) SAW &#8211; A Esfinge &#8211; [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[Venerável Mestre Samael Aun Weor
<p>Lista de videoconferências do V.M. Samael Aun Weor que dispomos no momento para você baixar. Periodicamente esta seção receberá novos itens.</p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Luxuria_e_a_Mae_Divina.zip">SAW &#8211; Luxuria e a Mãe Divina &#8211; (16387K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_A_cultura_serpentina_do_M�xico.zip">SAW &#8211; A Cultura Serpentina do México &#8211; (1753K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_A_entropia.zip">SAW &#8211; A Entropia &#8211; (3754K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_A_Esfinge.zip">SAW &#8211; A Esfinge &#8211; (4577K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_A_Serpente_(Kundalini).zip">SAW &#8211; A Serpente (Kundalini) &#8211; (3317K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Aeon_13_-_Retirar-se_do_cenário_cósmico.zip">SAW &#8211; Aeon 13 &#8211; Retirar-se do Cenário Cósmico &#8211; (2615K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Agora_fala_o_Ser.zip">SAW &#8211; Agora Fala o Ser &#8211; (1757K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Alquimia_e_ciência_moderna.zip">SAW &#8211; Alquimia e Ciência Moderna &#8211; (1717K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Auto_observação.zip">SAW &#8211; Auto-Observação -(2715K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Chegada_triunfal_a_Guadalajara_-_parte_1.zip">SAW &#8211; Chegada Triunfal a Guadalajara &#8211; Parte 1 &#8211; (1388K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Chegada_triunfal_a_Guadalajara_-_parte_2.zip">SAW &#8211; Chegada Triunfal a Guadalajara &#8211; Parte 2 &#8211; (2864K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Condenado_e_executado.zip">SAW &#8211; Condenado e Executado &#8211; (6762K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Dervixes,_alquimistas_e_mutantes.zip">SAW &#8211; Dervixes, Alquimistas e Mutantes &#8211; (1240K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Devi_Kundalini_e_desintegração_de_defeitos.zip">SAW &#8211; Devi Kundalini e Desintegração de Defeitos &#8211; (3365K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Direitos_Autorais.zip">SAW &#8211; Direitos Autorais &#8211; (5424K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Extraterrestres_e_animais_intelectuais.zip">SAW &#8211; Extraterrestres e Animais Intelectuais &#8211; (3161K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Hercolubus_(Barnard_I)_-_Parte_II.zip">SAW &#8211; Hercolubus (Barnard I) &#8211; Parte 2 &#8211; (4614K)</a></p>
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<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_III_Guerra_Mundial.zip">SAW &#8211; III Guerra Mundial &#8211; (2938K)</a></p>
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<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Minha_triste_figura.zip">SAW &#8211; Minha Triste Figura &#8211; (4466K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Nicolas_Flamel_II.zip">SAW &#8211; Nicolas Flamel II &#8211; (1755K)</a></p>
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<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_O_Fogo.zip">SAW &#8211; O Fogo &#8211; (7735K)</a></p>
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<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Reações_egóicas_na_Gnosis.zip">SAW &#8211; Reações Egóicas na Gnosis &#8211; (2938K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Sacerdotes_e_a_palavra.zip">SAW &#8211; Sacerdotes e a Palavra &#8211; (4629K)</a></p>
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<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Simbolismo_das_touradas_e_tauromaquia.zip">SAW &#8211; Simbolismo das Touradas e Tauromaquia &#8211; Parte 1 &#8211; (3369K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Simbolismo_das_touradas_e_tauromaquia_II.zip">SAW &#8211; Simbolismo das Touradas e Tauromaquia &#8211; Parte 2 &#8211; (3369K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Tlaloc_e_deuses_mexicanos.zip">SAW &#8211; Tlaloc e Deuses Mexicanos &#8211; (3220K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Trabalho_com_a_Mãe_Divina.zip">SAW &#8211; Trabalho com a Mãe Divina &#8211; (1651K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Transformação_de_impressões.zip">SAW &#8211; Transformação de Impressões &#8211; (2383K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Transmutação_sexual_e_metálica.zip">SAW &#8211; Transmutação Sexual e Metálica &#8211; (1678K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Triamazikamno_e_Heptaparaparshinok.zip">SAW &#8211; Triamazikamno e Heptaparaparshinok &#8211; (3405K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Viagem_astral.zip">SAW &#8211; Viagem Astral &#8211; (3018K)</a></p>
<p><a href="/upload/downloadsarquivos/(VIDEO)_SAW_Entrevista.zip">SAW &#8211; Entrevista &#8211; (36853K)</a></p>
<p>Para saber mais sobre a vida deste grande mestre acesse o nosso podcast: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=JXWG0r4oi7E">O Advento de Samael &#8211; Podcast Abragnose 32</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Óctuplo Caminho de Buddha</title>
		<link>https://gnose.org.br/octuplo_caminho_buda/</link>
				<comments>https://gnose.org.br/octuplo_caminho_buda/#comments</comments>
				<pubDate>Wed, 30 Oct 2013 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ABRAGNOSE]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Gnose, Gnosis, Gnosticismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mais Lidos]]></category>
		<category><![CDATA[Transcrições]]></category>
		<category><![CDATA[Conduta Reta]]></category>
		<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Iluminação]]></category>
		<category><![CDATA[Karl Bunn]]></category>
		<category><![CDATA[Karma]]></category>

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				<description><![CDATA[O tema de hoje é: Os oito aspectos do Caminho ou o Óctuplo Caminho de Buddha&#8230; O Mestre Samael já falava sobre esses oito aspectos do caminho da iluminação em 1958, ao escrever o livro Mensagem para a Era de Aquário&#8230; Hoje vamos abordar essas oito etapas do caminho segundo a visão gnóstica&#8230; [* Há [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>O tema de hoje é: Os oito aspectos do Caminho ou o Óctuplo Caminho de Buddha&#8230;</p>
<p>O Mestre Samael já falava sobre esses oito aspectos do caminho da iluminação em 1958, ao escrever o livro Mensagem para a Era de Aquário&#8230; Hoje vamos abordar essas oito etapas do caminho segundo a visão gnóstica&#8230; [* Há outras conferências sobre o tema, nos arquivos de 2007]</p>
<p><strong>1ª etapa: Reta compreensão </strong></p>
<p>Isso nos remete ao quão importante é termos a compreensão correta &#8211; ou a compreensão criadora &#8211; como denominava o Mestre Samael lá em 1958 ao falar disso.</p>
<p>Sem a compreensão correta evidentemente sempre entenderemos ou acomodaremos a doutrina segundo nossos vícios intelectuais, nossa cultura, conceitos, idéias &#8211; e torna-se claro então que não poderemos alcançar a iluminação&#8230; Para se chegar à Iluminação é preciso o prévio desenvolvimento dessa virtude &#8211; que é o reto entendimento ou a reta compreensão ou simplesmente a compreensão correta.</p>
<p>Isso implica em saber distinguir tudo aquilo que é saudável e não saudável a nós mesmos&#8230; Aprender a distinguir e desenvolver o discernimento para perceber o pensamento equivocado do pensamento reto ou correto. Distinguir o reto falar do abuso do verbo e assim sucessivamente; tudo isso gira e gravita em torno da reta compreensão&#8230;</p>
<p>Incluem-se aqui a compreensão reta das chamadas Quatro nobres verdades, que já abordamos aqui&#8230; À medida que vamos desenvolvendo essa compreensão criadora vamos adquirindo confiança no caminho e também uma visão adequada da realidade.</p>
<p>Uma pessoa que tem a percepção equivocada da realidade do mundo jamais fará nenhum esforço para sair das amarras, das teias, das ilusões deste mundo; sempre aplicará mais esforço aos seus negócios, à sua vida mundana que à sua vida espiritual, quando em realidade todos deveríamos pelo menos equilibrar o caminho espiritual com o caminho material; ou equilibrar as atividades profissionais com as atividades espirituais.</p>
<p>A vida moderna nos leva a priorizar &#8211; e às vezes a viver &#8211; exclusivamente para a vida material, para os assuntos, para os interesses do mundo e esquecer completamente a responsabilidade ou o dever sagrado. Então, é evidente que isso tudo gira em torno de falta de compreensão, falta de reta compreensão acerca da vida e de tudo aquilo que envolve isso&#8230;</p>
<p>Este é o primeiro aspecto, a primeira etapa deste óctuplo sendeiro espiritual.</p>
<p><strong>2ª etapa: Reto pensamento </strong></p>
<p>Falamos já aqui muito sobre a necessidade de mudar a forma de pensar; portanto, não precisamos detalhar muito sobre o pensamento correto. Todos precisamos mudar a forma de pensar&#8230; Se seguirmos sempre pensando do mesmo jeito, com as mesmas idéias de sempre, do passado, se nunca reavivamos nossos pensamentos ou as idéias que temos do mundo, do caminho, da espiritualidade, da salvação, da auto-realização, é claro que nunca sairemos do estado atual de consciência&#8230;</p>
<p>O pensamento reto é o pensamento que está em harmonia [com a vontade divina], que está de acordo com uma compreensão reta [do que é a vida]. É um pensamento onde não há distorções subjetivas, acomodações&#8230; É um tipo de pensamento que não provém e nem alimenta os três principais venenos da mente: ignorância, desejo e raiva.</p>
<p>O pensamento reto ou correto envolve aspectos ou atitudes como cultivar uma mente altruísta, abnegada e alicerçada na generosidade. Aqui entram, portanto, as seis paramitas, as seis grandes virtudes das quais abordamos aqui na última reunião. O pensamento correto é o único tipo de pensamento que nos leva à iluminação.</p>
<p><strong>3ª etapa: Reto falar </strong></p>
<p>O reto falar num sentido amplo, começa pela cuidadosa escolha das palavras, ou seja, não usar uma linguagem vulgar, não usar palavras imodestas, palavrões e gírias. Reto falar envolve a escolha adequada das palavras, além de passar pela reta forma de se expressar&#8230;</p>
<p>Não podemos criar um padrão único de cada um se expressar; cada um de nós pertence a um raio diferente, a uma cultura, a uma história familiar específica&#8230; Então, algumas pessoas têm uma expressão natural muito calma, tranqüila e serena; falam sempre em voz baixa&#8230; É da sua natureza falar assim. Outros, por “n” elementos ou motivos, sempre falam alto, até por cultura, raça, genética; nasceram falando alto&#8230;</p>
<p>Quando aqui mencionamos o reto falar &#8211; e também citamos a forma calma ou bondosa ou amorosa de falar &#8211; não passa isso por esses aspectos subjetivos&#8230; É preciso saber perceber se alguém fala ou está falando com ira, ou impaciência, ou inveja, com outro sentido oculto, com um duplo sentido ou se simplesmente está falando alto e forte&#8230;</p>
<p>Também não podemos esquecer que no reto falar muitas vezes expressamos nossas palavras em forma suave, porém com palavras ferinas&#8230; Evidente que isso está longe do reto falar&#8230; O reto falar envolve uma espontaneidade, uma simplicidade, um dizer a verdade sempre [sem agressividade]. Uma mentira, mesmo dita de forma serena, tranqüila, é mentira; então, não pode ser um reto falar.</p>
<p>Portanto, devemos estar atentos à questão da palavra com a intenção oculta&#8230; Isso é muito importante. No reto falar, obviamente, não entram a mentira, a calúnia, a distorção dos fatos, o exagero que geralmente somos dados; não entra a intenção de ferir alguém com nossas palavras, sejam elas ditas em voz muito alta ou com voz muito baixa&#8230;</p>
<p>Também passa pelo reto uso do verbo o não falar inutilmente, coisas que não há nenhuma necessidade de falar, piadas, futebol, mulher, fofoca&#8230; Tudo isso são exemplos banais do nosso dia a dia que ilustram bem o quão distante estamos do reto falar, do reto uso do verbo. Nem pensar então em reto falar quando nossa palavra semeia desconfiança, discórdia, intriga, suspeita&#8230;</p>
<p>Na Loja Branca ninguém fala de ninguém&#8230; Nem de bem nem de mal. Ali todo mundo sabe que simplesmente não se deve falar de outros, nem de bem e nem de mal; no nosso mundo, agora, precisamos entender que cada um deve cuidar da sua vida, exclusivamente. Portanto, não existe isso de querer falar do outro: nem de bem nem de mal; simplesmente, não se fala &#8211; simples assim.</p>
<p>Quando tivermos que falar, manifestemos nossa opinião, nossa visão, nosso conceito; façamos nosso comentário de forma simples e sem a intenção de impor ou de querer que prevaleça nossa idéia; simplesmente, expressemos nossa opinião&#8230; Se os outros aceitarem, muito bem; se não aceitarem, muito bem também; não façamos disso um problema [uma trava mental].</p>
<p>Os chamados debates, as tertúlias, as discussões &#8211; isso passa muito longe do reto falar&#8230; Isso não tem nada a ver com o Caminho, com o sábio uso da palavra ou do verbo. Então, percebam aí, meus amigos, como o reto falar é muito abrangente; nós somos uma civilização falante, que abusa do verbo. É só olhar a televisão, é só ligar uma emissora de rádio para ver e ouvir quanta bobagem, quanta besteira, quanto abuso de verbo as pessoas &#8211; esses profissionais que ganham a sua vida desta forma – cometem todos os dias&#8230;</p>
<p>Tomem isso como um parâmetro para ver o quanto nos distanciamos da origem, do reto falar, do não abuso do verbo&#8230; Nossas palavras curam, incentivam e alentam ou então fulminam e contaminam o ambiente. Devemos prestar muita atenção nas palavras&#8230; O Mestre Samael denomina isso de “palavra justa”.</p>
<p><strong>4ª etapa: Caridade ou sacrifício </strong></p>
<p>O que é o sacrifício? É o sacrificar-se pelos demais, é o praticar boas obras, é expressar generosidade, é concorrer para aliviar o sofrimento alheio&#8230;</p>
<p>O cumprimento do dever sagrado se sintetiza em conduta reta&#8230; É evidente, então, que violentar alguém não é conduta reta, roubar alguém não é conduta reta; abuso sexual não é conduta reta; comer e beber muito ou não comer nem beber nada também não é conduta reta&#8230;</p>
<p>Temos que aprender a viver em equilíbrio, reconhecer o equilíbrio, praticar o equilíbrio, dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Precisamos cumprir nossa responsabilidade neste mundo; não podemos abandonar família, filhos e compromissos e contratos porque isso não seria ação correta ou conduta reta.</p>
<p>Se assumirmos responsabilidades devemos honrar o compromisso assumido até que a lei divina nos libere deste compromisso. Temos durante o dia milhares de oportunidades para expressar ou praticar a conduta reta; é claro que quando falamos também em reto agir isso como que perpassa os outros aspectos aqui mencionados ou que ainda vamos mencionar&#8230;</p>
<p>Uma palavra imodesta, por certo, além de não ser reto falar, é, também, conduta não reta&#8230;</p>
<p><strong>5ª etapa: Reta maneira de ganhar a vida </strong></p>
<p>É evidente que se alguém almeja ou anela a iluminação ou a auto-realização, não pode praticar uma forma de viver ou ganhar a vida através de atividades como, por exemplo, um matadouro ou praticar uma profissão que tenha que mentir. Vender ou comercializar armas, drogas, bebidas, de fato, não é uma reta maneira de ganhar a vida. Antigamente, o comércio de escravos também se enquadrava aqui&#8230; Hoje, oficialmente, não existem mais escravos, mas muitos empresários dispensam aos seus empregados, funcionários, trabalhadores uma política de escravidão, pagando salários de miséria, de fome, mesmo podendo pagar mais&#8230; [E não têm faltado no Brasil denúncias sobre trabalho escravo em fazendas&#8230;]</p>
<p>A reta maneira de ganhar a vida envolve e passa pelo exercício de uma profissão reta, isenta de matanças, fraudes, mentiras, armas, drogas, bebidas, prostituição, exploração do ser humano, loterias. Esses são alguns aspectos que estamos colocando aqui agora para reflexão de todos, para que cada um faça um exame de consciência, para que cada qual se veja no espelho da sua consciência&#8230; [Alguém pode não ter praticado nada disso “nesta vida” – mas que certeza têm de outras vidas?]</p>
<p><strong>6ª etapa: Reto esforço </strong></p>
<p>O reto esforço contém muitos aspectos do sacrifício e da caridade&#8230; Ninguém consegue exercitar ou praticar uma tarefa, uma responsabilidade ou um dever sem o espírito de sacrifício, sem que tenha a compreensão de ir além do simples dever e obrigação&#8230;</p>
<p>Esse é o reto esforço no agir, no fazer, no cumprir tarefas diárias&#8230; Nesse esforço reto é claro que só podemos realizá-lo se tivermos diligência&#8230; O que é diligência? Diligência é o contrário da preguiça&#8230; Um preguiçoso não faz nenhum esforço, quanto mais esforço reto&#8230; Até o pouco esforço que faz é feito de má vontade, então, nesse caso, não existe o reto esforço ou o reto trabalho. Não há diligência, falta a ele aplicação e devoção àquilo que faz.</p>
<p>É claro também que nesse esforço reto existe a perseverança no caminho; quem não tem perseverança não triunfa, não avança. Diariamente as pessoas escrevem para cá ou comentam nas comunidades exatamente sobre esse aspecto da inconstância que é o outro pólo da perseverança; inconstância ou falta perseverança é a mesma coisa.</p>
<p>Aqueles que não têm esta virtude, o sentido da perseverança desenvolvido são candidatos ao fracasso pelas suas próprias debilidades, pela sua preguiça, comodismo e também claro fruto de um entendimento não reto a cerca da doutrina e do trabalho espiritual a ser realizado.</p>
<p>Temos que estudar isso, perseverança, persistência, diligencia, entrega, dedicação, entusiasmo, de fazer tudo com alegria. Cabe a nós escolher a forma como viver cada um de nossos dias: podemos vivê-los com alegria ou com má vontade, com ou sem motivação &#8211; como se fôssemos arrastados; podemos viver esses dias de forma totalmente desmotivada, se assim optarmos&#8230;</p>
<p>Onde e como alguém pode ganhar motivação?</p>
<p>Muitos chegaram a sugerir, no passado, que fizéssemos e desenvolvêssemos cursos de motivação para o caminho&#8230;</p>
<p>Ocorre que o caminho não é uma empresa que aplica muito dinheiro em treinamento motivacional dos seus funcionários. Esses cursos servem apenas para colocar cenoura fresca na ponta da vara, com ilusões e promessas&#8230;</p>
<p>Esses chamados treinamentos motivacionais podem ter sua utilidade para os adormecidos, para aqueles que são conduzidos pela visão de uma cenoura na ponta da vara&#8230; Agora, nós aqui, que nos propomos a acabar com todas as falsas esperanças, acabar com as ilusões e fantasias, temos que desenvolver desde um começo a automotivação; a única automotivação, para aqueles poucos que escolhem o caminho da iluminação ou da auto-realização, é o seu próprio Ser&#8230; Não existe outro&#8230;</p>
<p>Aquele que efetivamente compreendeu a natureza desse caminho ele se dedica, se entrega, trabalha, se aplica ao seu próprio Ser&#8230; Vale dizer, em outras palavras, ele passa a amar o seu próprio Ser, o seu Deus interno, sua Divina Mãe. Se não há este amor ao trabalho, este amor ao seu próprio Ser ou à sua Mãe Divina, não há motivação e não há nenhuma outra coisa que poderá motivá-lo&#8230;</p>
<p>A Loja Branca só aceita os que vêm incondicionalmente&#8230; Nenhum verdadeiro Mestre faz promessas mentirosas ou ilusórias; os Mestres apenas nos inspiram com seu exemplo; fazem pouco discurso, não usam de muitas palavras, não abusam da palavra.</p>
<p>A maior motivação que um Mestre nos dá e nos deixa é o seu exemplo&#8230; Veja-se o exemplo de Buddha&#8230; Ele vivia num palácio, cercado de confortos e de belas mulheres; mas percebeu que viver num palácio rodeado de comodidades e prazeres jamais lhe seria possível praticar o reto esforço. Então decidiu abandonar o conforto do palácio e foi viver, como pessoa comum e corrente, mendigando inclusive o que comer&#8230; O Cristo Jesus também nos deixou o exemplo belíssimo de renunciar a tudo, tomar a cruz e se deixar crucificar&#8230;</p>
<p>Todos os outros Mestres, enviados e avatares deram exemplo&#8230; Daniel foi colocado na cova dos leões, outros profetas da antiguidade foram esquartejados, outro foi serrado ao meio&#8230; Essa tem sido a recepção que nós, membros deste mundo, damos e fazemos a esses filhos de Deus&#8230;</p>
<p>Tudo isso mostra que estamos bem longe da conduta reta e de qualquer um desses oito aspectos que estamos tratando nesta noite.</p>
<p><strong>7ª etapa: Reta atenção ou atenção plena </strong></p>
<p>O que vem a ser a atenção plena?</p>
<p>Atenção plena é viver atentos a nós mesmos, ao corpo e seus movimentos, às sensações, emoções, pensamentos, imagens mentais, fantasias, projeções, etc. Em outras palavras, é o não esquecimento de si mesmo; a única maneira de termos atenção correta ou atenção plena é não nos esquecermos de nós mesmos; é vivendo em íntima recordação de nosso Ser; é cortando os processos mecânicos da mente&#8230; Isso só é possível quando estamos atentos [de forma natural] a nós mesmos&#8230;</p>
<p>Se nossa mente projeta fantasias e sonhos, é claro que estamos desatentos; portanto, não podemos ter atenção plena nem atenção correta.</p>
<p>Atenção plena é o primeiro aspecto que a Gnose ensina sob a forma de auto-observação, de não esquecimento de si mesmo, de viver em íntima lembrança de si mesmo o tempo todo&#8230;</p>
<p>É claro que, no começo, quando alguém se lança a praticar esses exercícios, ele sofre com isso porque a mente é como um macaco jovem ou irrequieto, que não pára nunca, não sossega. É preciso prender o macaco, amarrar o macaco, símbolo de nossa mente desatenta que pula de galho, que se distrai, que não tem atenção presa, ou focada, ou concentrada em coisa alguma&#8230;</p>
<p>Essa mente sempre é atraída para os eventos externos a nós ou para nossos eventos internos, como memória, lembranças, fotografias mentais, memórias de músicas. A mente funciona por associações, mecanicamente, por associações mentais, uma vai levando e puxando a outra.</p>
<p>Quando nós nos dispomos a praticar a atenção plena e correta, com o tempo vamos dominando esses estados de desatenção e vamos focando mais e mais. E com isso vamos desenvolvendo a concentração, que é a capacidade de prender, de voltar o pensamento a um único alvo, ponto ou aspecto &#8211; neste caso nosso, ao nosso próprio Ser&#8230;</p>
<p>Essa é a prática dinâmica do dia a dia enquanto estamos ativos trabalhando, andando pela rua, ou dirigindo, ou cumprindo nossas tarefas no dia a dia. É claro então que a atenção plena passa por tudo aquilo que nos aparece, nos acontece, seja de positivo ou de negativo; tudo isso devemos nem aceitar, nem rejeitar, nem condenar, nem criticar, nem desprezar, nem nada; simplesmente compreender; a compreensão se dá com o tempo&#8230;</p>
<p>Vamos agora ao último aspecto&#8230; Esse último aspecto, curiosamente, não é destacado nas distintas escolas buddhistas, porém como dissemos no inicio o Mestre Samael mencionou especificamente este aspecto, que é a oitava etapa do Caminho de Buddha&#8230;</p>
<p><strong>8ª etapa: Castidade absoluta </strong></p>
<p>Quem se der ao trabalho de buscar todos os textos buddhistas tradicionais, seja da escola Mahayana ou da escola Hinayana, dificilmente encontrarão alusão direta à questão da sexualidade&#8230;</p>
<p>Como pode um praticante, um adepto, um seguidor dessas correntes populares de Buddhismo obter a iluminação se não lhe é ensinado o sábio uso de sua sexualidade? Se não lhe é ensinado o sexo correto, a prática sexual reta? Esse vem ser um dos oito aspectos do sendeiro, do caminho da iluminação e da auto-realização&#8230;</p>
<p>Aqui existe um ponto de discordância com a Gnose&#8230; É impossível a iluminação plena sem o pleno domínio das energias sexuais. Todas as religiões ou linhas espirituais ou espiritualistas, externas, mentalistas, pseudo-iniciáticas, pseudo-esotéricas, todas elas se esquecem da sexualidade, se esquecem ou ignoram totalmente&#8230;</p>
<p>Algumas conhecem, mas fazem questão de ignorar &#8211; o que já é outra coisa, outro cenário. Nós não poderíamos falar do sendeiro da iluminação sem mencionar especificamente a questão da sexualidade ou da castidade como sendo uma das etapas mais importantes, fundamentais e indispensáveis para todo aquele que quer a iluminação ou a auto-realização.</p>
<p>É muito positivo, altamente recomendável e muitas vezes indispensável aprendermos os fundamentos da disciplina buddhista no que se refere à mente, concentração e prática das virtudes; porque nisso o Buddhismo é muito rico, ensinando toda essa disciplina, o desenvolvimento, a prática e a expressão de todas essas virtudes sagradas, santas&#8230;</p>
<p>Porém, se alguém deveras estiver interessado em iluminação, em despertar de consciência ou auto-realização, não pode fazer de conta que não existe o sexo e que a sexualidade não é parte fundamental desse caminho. A sexualidade é um dos pontos mais importantes&#8230;</p>
<p>Além de fazer a prática ou as práticas diárias de não esquecimento de si, de meditação e de concentração, de tratar de esvaziar a mente e do reto viver, ou seja, a expressão das virtudes no relacionamento com as pessoas, devemos buscar os aspectos da pureza e da inocência para alcançar a castidade, como mencionamos numa conferência anterior aqui neste canal (PALTALK).</p>
<p>Não vamos aprofundar hoje a questão da sexualidade; já temos abordado esse tema em detalhes anteriormente; agora estamos tratando de mostrar alguns outros aspectos, onde cada um desses pontos tem seu valor, sua utilidade, para que não nos percamos nos labirintos da mente, dos conceitos e das idéias; para que não nos deixemos distrair por impressões, palavras e idéias que, no fundo, corresponde aos mesmos princípios transcendentais e sagrados.</p>
<p>É evidente que cada religião, escola, Mestre ou Enviado destacou mais um desses aspectos em função do trabalho que tinha que realizar no seu tempo, na sua época, aqui no cenário terrestre que lhe correspondeu no desempenho da sua missão.</p>
<p>Resumidamente, esses são os oito aspectos ou etapas do Caminho de Buddha:
1. Reta compreensão.
2. Reto pensamento.
3. Reto falar.
4. Reto agir ou comportamento reto.
5. Reta maneira de ganhar a vida.
6. Esforço correto.
7. Reta atenção, atenção plena, concentração, não esquecimento de si.
8. Reta sexualidade ou castidade.</p>
<p>Pois bem, meus amigos, essas oito etapas, esses oito estágios do óctuplo sendeiro são perfeitamente harmônicos com as Paramitas que mencionamos aqui, na conferência anterior. Essas Paramitas formam os fundamentos da ética superior; essas Paramitas todas são virtudes importantes a serem praticadas no diário viver&#8230;</p>
<p>Se vocês hoje se derem ao trabalho de pesquisar sobre as Paramitas vocês encontrarão todas as virtudes, donzelas e características que temos falado aqui, desde que iniciamos este trabalho, aqui neste canal.</p>
<p>Nessas Paramitas estão virtudes como generosidade, doação, conduta reta, espírito de renúncia, sabedoria, diligência, esforço, paciência, tolerância, resignação, veracidade, honestidade, determinação, decisão naquilo que se faz, gentileza, serenidade, equanimidade ou justiça, imparcialidade, etc.</p>
<p>São muitas as virtudes&#8230; Uma vez tivemos o cuidado e nos demos ao trabalho de reunir as principais virtudes que nos lembrávamos; chegamos a uma lista de 140/150 virtudes, as quais, uma vez compreendidas e que possamos expressar, em maior ou menor intensidade, nos darão a iluminação, e, seguramente, formarão os méritos necessários para o despertar e o desenvolver de kundalini.</p>
<p>Kundalini não é algo mecânico, não é uma mola, não é algo cego que simplesmente desperta porque houve um acidente, algo assim&#8230; Muito pelo contrário, é preciso haver um trabalho deliberado neste sentido; devemos buscar essa disciplina e trabalhar com essa disciplina&#8230;</p>
<p>O que rege esse despertar e esse desenvolvimento são os méritos do coração, e esses méritos se dão como sabiamente ensinou o Senhor Buddha: na aplicação e na expressão diária de todas essas virtudes.</p>
<p>Até aqui nossas palavras desta noite e ficamos à disposição para os eventuais esclarecimentos que quiserem apresentar aqui e agora nesta nossa reunião.</p>
<p><strong>Perguntas </strong></p>
<p><strong>P: Sobre uma exortação do Mestre Samael no sentido de não nos tornarmos tristes, mas estar bem dispostos, alegres, felizes, contentes. Como ser assim se o que somos hoje (o ego) está morrendo e, além disso, estamos vivendo as angústias desse processo de mortificação?</strong>
R: São etapas, meu amigo! Até os grandes Mestres expressavam tristeza ou passavam por momentos de tristeza; isso não é defeito, nem significa que não se está vivendo uma vida reta. Se até os Mestres choram, então, por que deveríamos nós fingirmos disposição, falsa alegria? Não devemos nos preocupar com isso; essa questão que você levanta muitas vezes passa por uma auto-imagem, e devemos trabalhar com nossa naturalidade, a nossa maneira espontânea de ser; alguns são de temperamentos distintos, não podemos nos equiparar&#8230; Há dias que estamos tristes, outros estamos alegres; então não busquemos o estereótipo&#8230;</p>
<p>Além disso, se mencionarmos aqui o ser otimista, cada um de nós vai projetar uma fantasia do que é ser otimista&#8230; O Mestre Samael era um otimista, mas nem por isso fazia dele um bobo alegre que estava dando risada o tempo todo e sem que ninguém soubesse por quê.
Pelo contrário, ele era muito centrado em si mesmo e rara vez ria; creio que devemos nos despir de tanta fantasia, estereótipos e viver mais a espontaneidade do Ser. Isso se traduz como ação lacônica do Ser! Uma criança não é nem triste e nem alegre; ela é o que é. Há momentos que ela está mais agitada, mais dinâmica, e outros momentos em que não está assim&#8230; Tem dia que dá boas risadas, em outros está quieta&#8230;</p>
<p>Nesta vida mesmo, durante as piores guerras, sempre havia uma pausa para uma festa, para uma celebração, para um casamento, uma dança. O importante mesmo é viver cada momento segundo o próprio momento. Uma das coisas que me vem à memória neste momento é o seguinte, nas palavras do próprio Mestre Samael, quando ele escreveu esse livro Mensagem para Era de Aquário. Isso foi em 1958; ele exortava, então, os buddhistas da época, ou os buddhistas de agora, dizendo: &#8220;Buddhas, renunciai ao Nirvana e abraçai o caminho da cristificação&#8221;.</p>
<p>O Senhor Buddha veio a este mundo ensinar o caminho do Nirvana; aqueles que querem o caminho da Cristificação devem ir além dos ensinamentos do Senhor Buddha, que são ensinamentos voltados para iluminação, para o despertar da consciência; não é o caminho para auto-realização íntima ou da Cristificação, melhor dito.</p>
<p>É por isso que a Era de Aquário será uma era de luminosa síntese espiritual. A era de ouro virá depois da catástrofe; surgirá daqui uns quatro/cinco séculos&#8230; Essa doutrina-síntese será formada pelo melhor do esoterismo cristão com o melhor do esoterismo buddhista; será exatamente a união da doutrina do Cristo com a do Senhor Buddha&#8230;</p>
<p>A Gnose é a introdução, o preâmbulo, o vestíbulo para essa época. Mas raros são aqueles que têm a consciência suficientemente desperta para captar isso. Geralmente, todos nós reagimos à chegada de qualquer doutrina nova, de qualquer mensageiro, avatar ou profeta; sempre preferimos nos aferrar e nos apegar à velha forma de pensar ou às velhas doutrinas e crenças.</p>
<p>Se há algo que o homem resiste por instinto, por natureza, é a chegada do novo, porque o novo é o desconhecido, e o desconhecido sempre foi visto como uma ameaça. É claro que é o ego que se sente ameaçado; consequentemente, devemos buscar essa resistência enterrada profundamente em nossa mente, em nossos egos. E se tivermos suficiente sensibilidade como que para examinar o novo com a consciência e com isenção de ânimo podemos superar essa barreira ou essa armadilha&#8230;</p>
<p>Uma vez mencionamos aqui numa reunião anterior que são os bonzinhos que vão para o inferno; os maus vão por opção própria, mas os bonzinhos também vão porque eram bonzinhos; nunca se definiram por nada&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autor: Karl Bunn</p>
<p><strong>Para um maior aprofundamento, recomendamos: <a href="http://www.gnose.org.br/quatro_nobres_verdades/">As 4 Nobres Verdades</a></strong></p>

<p><em>O texto acima é cópia integral, (modificada a pontuação e feitas algumas alterações para dar o formato de texto), de uma conferência ditada por Karl Bunn, presidente da Igreja Gnóstica do Brasil – www.gnose.org.br – realizada ao vivo dia 17.10.2006, por intermédio do programa Paltalk, via Internet. Equipe: Transcrição de texto: Mariana Cunha. Revisado pelo próprio autor.</em></p>
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		<title>Namoro, Sexo e Kundalini</title>
		<link>https://gnose.org.br/namoro_sexo_kundalini/</link>
				<pubDate>Tue, 29 Oct 2013 00:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ABRAGNOSE]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Mais Lidos]]></category>
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				<description><![CDATA[O tema de hoje denominamos de “namoro, sexo e Kundalini”. Para começar vamos tecer algumas considerações sobre o que diz o Mestre Samael acerca do namoro gnóstico. Muita gente nos escreve consultando sobre como é o namoro gnóstico. No mundo de hoje, aonde quer que agente vá e olhe, vemos casais jovens, dizem que namorando. [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>O tema de hoje denominamos de “<em>namoro, sexo e Kundalini</em>”. Para começar vamos tecer algumas considerações sobre o que diz o Mestre Samael acerca do namoro gnóstico. Muita gente nos escreve consultando sobre como é o namoro gnóstico. No mundo de hoje, aonde quer que agente vá e olhe, vemos casais jovens, dizem que namorando.</p>
<p>Quem nasce agora, cresce vendo isso e de certo modo encara como normal. Desde que alguém nasce, a televisão encarrega-se de sua deseducação sexual, pois desde os primeiros anos de vida já se tem o incentivo sexual por meio da dança, de músicas maliciosas e tantos outros procedimentos. Quem nasce hoje, nasce numa era muito estranha e quando se torna adulto já está completamente deformado.</p>
<p>É natural que o jovem que chegue à Gnose hoje pergunte como é o namoro entre estudantes de Gnose. Aí começa uma situação bem delicada, quando respondemos exatamente o que é, chocam-se, não estão preparados para ouvir o que ouvem, pois estão totalmente deformados pelos valores da televisão, pelas músicas com três, quatro, dez sentidos indiretos.</p>
<p>Falar de namoro ou noivado no ambiente gnóstico tornou-se uma situação muito delicada, muita gente nem toca nesse assunto, pois tem medo de perder as pessoas, prefere não falar as coisas claramente a &#8220;afugentar as pessoas&#8221;.</p>
<p>Aqui não vemos nenhum inconveniente em dizer aquilo que dizia o Mestre Samael acerca disso, e se quiser ir vá, e se vai é porque não tem nenhum interesse de entender a doutrina, conseqüentemente, não tem como avançar por este caminho.</p>
<p>A segunda situação é que muitos, mesmo ouvindo claramente aquilo que lhe é dito, não aceitam, dizem que querem a Gnose, o caminho, querem avançar espiritualmente, mas também querem seguir fazendo o que todo mundo faz por aí, é evidente que são situações excludentes.</p>
<p>Esse tipo de pergunta já faziam as pessoas diretamente ao Mestre Samael quando ele vivia entre nós, eles perguntavam: &#8220;Mestre, como é o noivado gnóstico?&#8221;. Um dos secretários, inclusive, que era noivo na época, perguntava-lhe: &#8220;Mestre, não é permitido fazer isso, nem aquilo?&#8221;. A resposta o deixava surpreso. Por aí podemos avaliar uma situação de quase quarenta anos atrás e como o mundo mudou nesses anos.</p>
<p>Quando, hoje, temos de informar o que é o noivado gnóstico, é uma situação delicada, pois ninguém está pronto para isso, a maioria retira-se. Os poucos que ficam fazem de conta que nunca escutaram aquilo que lhes é dito e, assim, acreditam que estando dentro de um ambiente gnóstico a Gnose estará com ele, isso é um engano.</p>
<p>Em matéria de castidade, de pureza, o relacionamento entre o casal nunca mudou, a Loja Branca nunca revogou as suas normas de conduta que é esperada para as pessoas que querem este caminho.</p>
<p>Esse tema de namoro, noivado, casamento, Kundalini, alquimia, tantrismo é um universo muito amplo e delicado, pois exige muita maturidade espiritual de nós e nunca fomos tão despreparados espiritualmente falando.</p>
<p>Feitas essas considerações para fundamentar o tema, vamos começar. Como é o namoro de um casal gnóstico que <strong><em>de fato </em></strong>está interessado em seguir adiante neste caminho?</p>
<p>O Mestre Samael dizia: <em>&#8220;o amor começa com uma faísca de simpatia, se desenvolve com o carinho e a convivência e se torna um que ama mais e outro que ama melhor, quando efetivamente podem viver ou expressar aquilo de mais divino e sagrado tem entre um casal&#8221; </em>e isso só é possível entre duas pessoas casadas, que se aceitam mutuamente, amam-se, respeitam-se e que estão juntos para cumprir um propósito espiritual. Fora isso, nos parece uma vida de casal comum e corrente.</p>
<p>Para chegar a esses aspectos quase que ideais temos de compreender, superar dentro de nós muitas luxúrias, paixões, desejos, taras, impulsos bestiais, a parte grosseira, brutal, animal que todos nós carregamos, desenvolvidas e alimentadas por nós em vidas anteriores e é contra isso que qualquer um de nós, quando encontra esse caminho, depara-se: enfrentar a si mesmo, suas misérias, todas as suas paixões.</p>
<p>O namoro gnóstico não trás em si todo esse comportamento luciférico das pessoas comuns e, quando o afirmamos, sabemos da resistência que se gera dentro de cada um de nós que ouve isso, sabemos da resistência das pessoas que ouvem isso dentro das salas de aula da Gnose, já que não querem ver-se num retrato de corpo inteiro tal qual todos nós somos.</p>
<p>Mencionar esses temas é botar o dedo na ferida, no que de mais sensível nós temos. Tudo isso exige muita reflexão, meditação, maturidade. O que é mais importante, o que queremos? Podemos. a pretexto de praticar alquimia. Envolver-nos com uma pessoa do sexo oposto, especialmente se aos nossos olhos é uma pessoa atraente. É muito fácil confundir aquela chispa de simpatia com paixão, desejo, luxúria. Mas vamos esquecer essa parte tenebrosa que todos nós temos e somos doutores nessa matéria. Vamos falar daquilo que ignoramos.</p>
<p>O namoro de um casal gnóstico assemelhar-se-ia a um relacionamento puro como o de duas crianças, há aquele encantamento recíproco, aquele clima extasiante, dar-se as mãos, o estar juntos, falar. Rir, fazer coisas juntos, porém nada se consuma, não envolve relação sexual efetiva.</p>
<p>Mesmo com o papel nefasto da televisão, é possível encontrar esse tipo de encantamento ou simpatia. Não há um de nós que na sua infância não tenha tido uma pessoa, criança também, que chamasse nossa atenção, por detalhes, sorriso, cor do cabelo, o jeito de ser. Era um tempo de sonhos. Assim é até hoje nos paraísos da quarta dimensão, onde os casais vivem dessa forma, convivem, estão juntos e respeitam-se nesse sentido. Não avançam as barreiras, tudo é feito passo a passo, ninguém tem pressa, ninguém quer consumar coisa nenhuma. Hoje se conhece, termina “ficando” e, no dia seguinte, conhece outra pessoa e acaba “ficando” e assim vai “ficando” dia após dia, cada semana “fica-se” com alguém.</p>
<p>Dentro da Gnose não é diferente, porque todo mundo sente aquela ânsia de realizar a grande obra, nove meses depois costuma plasmar-se a grande obra desses apressados que não sabem respeitar o tempo ou não levam esses ensinamentos a sério e aí já estragam sua vida ou colocam pedras a mais para arrastar e servir de lastro o resto dos seus dias.</p>
<p>É como se vivêssemos no mundo da fantasia, fôssemos um ET vindo de uma galáxia distante falar dessas coisas aqui, porque é um completo “não senso” para as pessoas deste mundo. Falar disso nesses termos, para traduzir o namoro gnóstico começa assim.</p>
<p>O noivado seria um passo a mais, nas palavras do Mestre Samael, não dá direito a um casal a apressar suas núpcias sexuais, é um comprometimento, um compromisso mais formal de que aquilo que os une não é uma coisa passageira. É algo concreto e com isso intensifica-se a convivência com vistas a conhecer a natureza do outro.</p>
<p>Se respeitarmos essas etapas como deveriam ser respeitadas, então sim estaríamos dando um grande passo para um casamento de êxito espiritual. No entanto, se quisermos queimar etapas, já estamos cavando o nosso fracasso. Falo isso do alto de trinta e três anos de observação, de acompanhamentos, de confidências, de testemunhar ao vivo, sem esquecer dos próprios erros que cometi justamente porque não tínhamos uma orientação nesse sentido. A Gnose, na época, era muito nova no Brasil, praticamente só havia em São Paulo e recém chegada a Curitiba.</p>
<p>Esses são os fundamentos para começarmos certo, se quisermos começar certo. Cada um é livre para fazer o que quiser, para escolher o que é mais adequado a si. Não é porque falamos dessa forma que queremos restringir a liberdade de escolhas de cada um, ainda que sejam péssimas.</p>
<p>Quem quiser seguir esse caminho do matrimônio perfeito, precisa preparar-se para isso. Muita gente é solteira e tem medo de embarcar numa relação e entendemos este medo e estão certos, mas ao mesmo tempo essas pessoas sentem um vazio porque gostariam de ter a oportunidade de fazer esse trabalho, mas o medo de fazer e criar um relacionamento com a pessoa errada é grande.</p>
<p>Como evitar isso? Se você fizer a sua preparação interior com seriedade e profundidade, pode pedir à Lei e ela, cumprindo uma determinação da tua Mãe Divina, encaminhará até você a pessoa adequada para isso. Agora, se não há uma preparação interior iremos sempre atrair uma pessoa com as características que temos dentro. Se não fizemos uma preparação, é evidente que atrairemos uma pessoa com as mesmas características passionais, luxuriosas, egóicas que temos gritando dentro de nós.</p>
<p>Nas palavras nuas e cruas do Mestre Samael, simplesmente um diabo se casa com uma diaba, anjo se casa com anjo. Então, primeiros devemos purificar nossa mente e livrarmo-nos desses egos mais toscos, grosseiros, especialmente os da luxúria para que não tenhamos debaixo do mesmo teto um luxurioso, um adúltero, um traidor, uma pessoa que eventualmente até venha a nos bater, ser a causa de nosso infortúnio.</p>
<p>Se quiser começar direito, faça primeiro a sua preparação interior, siga uma disciplina esotérica, uma disciplina de conduta reta, crie para si uma rotina de práticas diárias, viva em sua casa como se fosse um monge, pratique o selo hermético. Estar no mundo, mas não viver segundo os mundanos. Tudo isso é preciso fazer, não adianta teoria, informação, filosofia.</p>
<p>Esses trabalhos são longos, delicados, isso não acontece em poucas semanas. Uma preparação adequada não dura menos que três, cinco, sete anos, dependendo da condição de cada qual. Se respeitarmos isso, vamos bem, certamente a Mãe Divina vai nos encaminhar alguém, o que não quer dizer que virá um Deus encarnado que nos tirará do abismo, virá alguém adequado para fazer nosso trabalho.</p>
<p>Nesse momento mesmo, conhecemos alguns casais que iniciaram uma vida comum já inspirada por essas orientações, nem assim a adaptação é fácil nos primeiros tempos porque cada um tem suas manias, hábitos, idiossincrasias. Mas como diz o Mestre Samael, se há amor, se alguém efetivamente ama, releva, tolera, compreende, esquece, apaga, deixa de lado as imperfeições da conduta do seu bem amado. Agora, se alguém alimenta rancores por pequenas coisas que acontecem no dia-a-dia é evidente que aí não há amor, essa relação pode tornar-se bastante complicada.</p>
<p>Esses são fundamentos. Começar-se-ia isso desde o namoro, respeitariam-se pelo tempo que fosse necessário, dois, três, cinco anos e não se faria o que todo mundo faz, pois isso não é conduta de um estudante de Gnose sério. E se um instrutor de Gnose tem esse tipo de conduta, minha sugestão é que se distancie, pois ali só há teoria, é a conduta que revela nosso grau e conduta não tem nada a ver com as morais de nossos tempos, tem a ver com a vivência prática, concreta daquilo que ele ensina, no caso a doutrina gnóstica. A doutrina diz para buscar a pureza, a castidade, o respeito, esperar o tempo, casar-se, então assim deveria ser feito.</p>
<p>Na prática, o que temos visto é mudança de parceira(o) muito freqüente, quantos por aí existem que estão no quarto ou no quinto casamento e dizem que estão indo bem no caminho e esperam um dia o fogo dentro de si. Porém, como o fogo vai despertar na coluna de adultero? Não há como, esses são sinceros equivocados, não só ignoram como ignoram que ignoram.</p>
<p>Sobre alquimia, Kundalini, esses temas todos há tão só cinqüenta anos atrás eram desconhecidos pela a humanidade. Foi o Mestre Samael que revelou isso publicamente em seu primeiro livro o Matrimonio Perfeito e isso escandalizou a todos os esoteristas de vanguarda que existiam nas distintas escolas da época. As escolas teosóficas, rosa-cruz, maçônicas eram a vanguarda do esoterismo na época e a publicação desse livro foi uma bomba que explodiu em todos os rincões.</p>
<p>Ninguém sabia desse tema, até então. Aqui na América do Sul a única escola que detinha esse segredo e era algo passado apenas internamente para algumas pessoas, era a Fraternidade Rosa Cruz Antiga, dirigida por Krumm Heller, o Mestre Huiracocha, e foi desta escola que, pela primeira vez, o jovem Mestre Aun Weor, ou ainda, um estudante que nem sabia que era um boddhisattwa e nem suspeitava que a ele caberia liderar um movimento espiritual dessa Era de Aquário, retirou a fórmula da alquimia. Ele apenas retirou a fórmula, havia inúmeros aspectos que descobriu depois. Assim. esses conhecimentos eles demoram a amadurecer e gerar resultados concretos. Hoje em dia é diferente, temos sessenta anos de experiência acumulados institucionalmente falando, não podemos dizer que estamos no começo, porque não estamos.</p>
<p>Aqueles instrutores novatos que receberam pouca formação até ainda podem dizer que desconhecem essas coisas, mas como experiência institucional, o movimento gnóstico tem quase sessenta anos e, mesmo assim, parece que pouco aprendemos, pois seguimos cometendo os mesmos e velhos erros. Uma coisa são os propósitos, os ideais filosóficos, outra coisa são os fatos concretos aqui e agora.</p>
<p>Nesses temas de Kundalini, alquimia, tantrismo que hoje atraem e encantam a juventude, que estão propagados nas revistas, o que aconteceu na vida prática e que o que por aí se diz em sua quase totalidade é magia negra, ensina-se a alquimia tenebrosa, a despertar a kundalini negativa ou kundartiguador. A Era de Aquário, nos seu começo, veio para isso, emergir todo conhecimento secreto da era anterior, então vem de tudo. Isso servirá de adubo para as flores que surgirão nesta Era</p>
<p>Muitos vão perecer e ingressarão no abismo por terem aderido às práticas tenebrosas da ciência alquímica, do kundalini porque nas livrarias encontra-se de tudo e por aí não faltam aqueles que ficam pregando essas doutrinas todas e os novatos, os jovens, como são atraídos pelas paixões e vícios sexuais é claro que o lado tenebroso dessas mesmas ciências os encantam mais que, por exemplo, aquilo que ensina a Gnose. É muito mais fácil seguir a corrente dos prazeres do que renunciar aos prazeres para que tenhamos fogo puro e não fumaça ou um fogo enfumaçado.</p>
<p>O primeiro mandamento alquímico diz: &#8220;aprenda a separar a fumaça do fogo&#8221;. Esta frase merece ser analisada, pratica-se muito hoje uma alquimia enfumaçada e não há como, aparentemente, despertar essas pessoas. Somos informados disso, ensina-se por aí luxúria casta, é um vale tudo menos perder energia, vale tudo menos alcançar o espasmo sexual e dizem que estão praticando alquimia, que estão avançando, esperam galgar as iniciações maiores.</p>
<p>Não há como despertar graus de fogo com esse tipo de prática, ou aprendemos desde o começo a refinar o sacramento da igreja de ROMA, como o diz codificadamente o Mestre Samael, ou passaremos a vida inteira praticando uma suposta alquimia gnóstica, sem que tenhamos despertado ou alcançado nada.</p>
<p>Sentimos-nos na obrigação de falar, para que as pessoas saibam da profundidade e delicadeza dessas coisas, porque por aí se ensina muita deturpação. Fora do ambiente gnóstico é compreensível encontrarmos deturpações, afinal de contas é o caos, é o mundo com todas as suas tendências, idiossincrasias, isso é a Babel. O dolorido mesmo é ver que dentro da Gnose, por falta de luz, entendimento, compreensão e consciência, equivocadamente, ensina-se a Magia Sexual, fruto de um péssimo entendimento daquilo que nos legou o Mestre Samael.</p>
<p>Fizemos essas advertências com a esperança que cada qual possa realmente dar-se conta da santidade, da pureza, da profundidade, da delicadeza que é lidar com esses temas. Realmente comove-nos a situação daqueles boddhisattwas caídos que podem perder uma existência em função de uma orientação não correta, podem adiar por muito tempo seu retorno em função de uma orientação incorreta. Temos que aprender desde o começo a distinguir claramente o que é castidade e o que é pura e simples repressão, não podemos praticar alquimia se não temos o entendimento claro do que é esta ciência, arte sagrada e suas implicações.</p>
<p>Quando o Mestre Samael diz que devemos aprender a fazer da Magia Sexual uma forma de oração, é porque assim é, mas na prática se torna difícil efetivamente fazermos isso, porque todos nós estamos tomados de luxúria. Portanto, se não temos interesse em morrer em nós mesmos, em eliminar nossas paixões, de nada adianta o trabalho alquímico, mas para eliminar essas paixões temos que observá-las, estudá-las, analisá-las em meditações para que possamos ter a luz e o entendimento para depois, sim, pedir sua eliminação.</p>
<p>Grande parte da irmandade gnóstica enfatiza a parte alquímica da doutrina, esquecendo que o fundamental é morrer e aquele que não trata de eliminar seus defeitos está correndo rapidamente para situação de hanasmussen, a chamada alquimia ou a luxúria casta desta forma vai reforçar seus próprios defeitos. Isso é delicado, devemos estar atentos a isso.</p>
<p>O trabalho gnóstico é um sistema completo, não é feito de coisas individualizadas sem conexão com os demais aspectos. Aqui sempre temos enfatizado muito, temos que trabalhar simultaneamente com os três fatores, cuidar da auto-observação, pois ela nos dá os elementos necessários à autopercepção e, conseqüentemente, a autoconsciência de nossos defeitos, paixões, vícios.</p>
<p>Se formos inconscientes de nossa conduta é claro que não faremos esforço para modificar essa mesma conduta, nem na vida social, nem na vida familiar e muito menos em nossa vida sexual íntima. Seguiremos com os mesmos pensamentos, as mesmas preferência, os mesmos gostos, as mesmas taras de sempre, das vidas anteriores.</p>
<p>Temos de observar a nós mesmos em nossa intimidade quando formos praticar realmente esse ato íntimo, secreto, precisamos ir com o “chicote na mão”, pois ali ou vamos fazer luz, ou vamos produzir mais trevas. É assim delicado, nessas horas ou alimentamos os elementais internos atômicos com luz ou com trevas.</p>
<p>Se alimentamos nossos chakras, nossas células durante vinte, trinta anos com luz, certamente que seremos iluminados, se alimentarmos com fogo puro, fogo crístico é evidente que crístificaremos todos os nossos átomos. Por outro lado, se durante a vida inteira alimentarmos nossos átomos, moléculas, células com trevas, chegaremos ao final de nossa existência como indivíduos trevosos, a um passo do abismo. Isso porque essas práticas reforçam, multiplicam mil vezes, ou mais, esta força, seja a força da luz ou das trevas. Cabe a nós decidir a quem servir no momento mesmo ali em que estamos em nossa intimidade, podemos ser assistidos nessas horas por nossa Mãe Divina ou podemos ser tocados pelas paixões, pelas trevas do antipolo do kundalini, que é a serpente negativa.</p>
<p>No mundo de hoje existe muita literatura falsa, muita pseudo-sabedoria que vem de antigos tempos, totalmente adulterada, tudo aquilo que ensina o oposto da luz, da castidade, da conduta reta, da iluminação, tudo aquilo que incentiva os vícios, as paixões, a luxúria, os prazeres, essa é uma palavra poderosa. Muitas situações delicadas enfrentamos esses anos quando manifestamos frontalmente a discordância pelo culto ao prazer, as pessoas sentem-se agredidas, insultadas, quando negamos a elas a possibilidade de prazer.</p>
<p>Se falarmos em sexo sem prazer a essas pessoas é a mesma coisa que insultar, no entanto prazer é Satã, se queremos o prazer, a Gnose não é nossa casa. Não que a Gnose seja amante da dor e do sofrimento, esse é outro equivoco. A Gnose não cultua a dor, porque senão a Gnose seria uma escola masoquista de magia negra. Agora isso é um princípio inclusive, há certos elementos que não se misturam, luz e trevas não se mesclam, quando mescladas viram em alquimia o tantrismo cinzento que, em longo prazo, converte-se em tantrismo negro, temos de cuidar disso.</p>
<p>A serpente kundalini não desperta positivamente se não sabemos guardar o depósito, se não sabemos preservar a energia dentro de nós. Por aí muita gente defende a idéia de que não precisa conservar para sempre o sêmen dentro do homem ou a energia vital na mulher e assim, sutilmente, pregam o orgasmo cósmico, múltiplos espasmos, orgasmos eternos e dizem que isso é despertar kundalini e ao culto a Deus, à Shakti. Imagine-se que insultos estão cometendo essas pessoas por sua própria ignorância.</p>
<p>Separemos claramente o que é ovelha do que é cabrito, por isso temos sido radicais em nossas expressões justamente para que não paire duvidas sobre qual é o propósito da Gnose e que ela não tem nada a ver com essas pseudodoutrinas tântricas. A Gnose não ensina um kundalini tenebroso disfarçado de santidade, temos de ser radicais na expressão e ainda sim há pessoas que fingem-se de desentendidas para continuar fazendo o que sempre fizeram. Este é o ego, astuto, diabólico, tremendamente inteligente e que engana para continuar vivendo e alimentando-se.</p>
<p>Mais do que nunca é chegado o tempo de definição. 2007, somado, é nove: a nona esfera, é o ano, por assim dizer, do tantrismo, é o ano da nona esfera, da Magia Sexual, podemos fazer de 2007 o ano da magia sexual positiva ou negativa, dependendo exclusivamente da polaridade, daquilo que fazemos.</p>
<p>Se optarmos por esse caminho, pelo caminho da redenção, é mais do que evidente que temos claro o que deve ser sacrificado. O automóvel para mover-se consome combustível, dentro de nós existem os egos que precisam ser sacrificados para que nos dêem a energia, o impulso em forma de consciência para seguirmos neste caminho. Não há como mantê-los dentro de nós.</p>
<p>Quando alguém dentro da Gnose dispõe-se efetivamente a praticar a alquimia casta, pura, santa, quando alguém trabalha seriamente sobre seus defeitos, praticando o Bhakti Yoga, o Karma Yoga, purificando sua mente, ele vai formando os méritos do coração e esses méritos são os que justamente despertam Kundalini. Muita gente acredita que kundalini vai despertar por acidente, ou que é uma força cega e mecânica que pode saltar para fora. Sãos mitos, as mentiras que foram propagadas nesses milênios todos para manter longe as pessoas dessa ciência e até hoje muitos abrem os ouvidos a isso.</p>
<p>Kundalini, em realidade, é uma das três forças do Universo. Os que estão a mais tempo na Gnose já ouviram falar das três forças primárias: o santo negar, o santo afirmar e o santo conciliar. Essas três forças são onipresentes, como um raio une e interliga tudo no universo, assim como nosso corpo com seus átomos e células interligadas, formando uma espécie de rede neural, assim também o Universo tem todas as suas células e átomos conectados como se fosse essa rede.</p>
<p>O que faz a conexão entre átomos, planetas e galáxias são essas três forças primárias, que no seu conjunto, é aquele raio que nos une ao Sagrado Sol Absoluto. As três forças, quando estão separadas, e voltam a se unir em um determinado ponto, algo surge. Tomando como exemplo de referência o ser humano, essas três forças incipientemente, temos a força do santo afirmar em nosso cérebro, a força do Cristo em nosso coração e a força do Espírito Santo, no qual está Kundalini, em nosso sexo.</p>
<p>Quando, mediante a alquimia, começamos a trabalhar conectando essas três forças, unindo dois pólos, um homem e uma mulher, as três forças individualizadas que estão em cada um vão fundindo-se. Quando os três pólos, cérebro, coração e o da base da coluna, estabelecem uma conexão pela primeira vez, ali ocorre o despertar de Kundalini, então nos mundos internos nasce um Mestre de Mistérios Maiores. Assim explica o Mestre Samael, não com essas palavras, mas traduzindo e resumindo.</p>
<p>Na medida em que vamos sustentando esse trabalho, este poder de fogo vai subindo ao longo da coluna, despertando e alimentando os chakras, ao longo de uma vida. Podemos levantar sete serpentes com seus sete chakras, totalizando quarenta e nove templos principais e quando esse trabalho termina teremos concluído a primeira montanha esotérica, teremos nos transformados em Budas.</p>
<p>Por isso que kundalini não desperta por acidente, não é uma força cega que vai rompendo ossos, músculos e pele como muitos ignorantes letrados têm escrito, espalhado, repetido e insistido. O Mestre Samael diz que kundalini não desperta nos fornicários, nos adúlteros, nos promíscuos, nos bêbados, nos viciados, nos maus chefes de família, nos ambiciosos, invejosos, rancorosos, iracundos. Essas pessoas não têm os méritos necessários em seu coração.</p>
<p>Se quisermos tomar todo esse caminho a sério, tornemo-nos sérios primeiros, tratemos de morrer em nós mesmos, morrer nos vícios, vivendo a conduta reta, expressando o amor a tudo e a todos. Aí há uma caixa de Pandora que temos que abrir, porque as pessoas dizem que amam, mas não têm consciência de onde e de que maneira esse amor expressa-se.</p>
<p>Estive refletindo sobre isso, pois confesso a vocês que esse tema inquietou-me muito, porque eu reconhecia em mim a incapacidade de amar. Durante largo tempo, busquei compreender essas coisas e efetivamente o amor absoluto só um Buda consegue expressar ou ter, agora nós podemos experimentar essa mesma magia do amor de outra maneira. Toda vez que expressamos uma das virtudes, das centenas que existem no universo de nosso ser, demonstramos uma chispa desse amor.</p>
<p>Se nós, por compaixão, por delicadeza, por respeito, decidimos falar baixo ou não falar, falar suavemente, repetir, ter paciência, cada uma dessas virtudes é uma chispa disso que chamamos de amor. Precisamos despertar o amor aos poucos, pois é ele que nos dá os méritos do coração. Não é como muitos falam por aí, &#8220;ah o amor resolve tudo&#8221;, mas de que amor você está falando? Você tem consciência do que é amar? Sabe como amar? Quanto você pratica todos os dias ou tem capacidade de praticar todos os dias? Desculpando fica mais fácil de assimilarmos e expressarmos.</p>
<p>O amor é a chama, as virtudes são as pequenas chispas, só podemos, na condição de hoje, expressar pequenas faíscas do amor. Como? Expressando as nossas virtudes ao invés dos defeitos. As virtudes são a luz e os defeitos são as trevas. Cabe a nós escolher a quem servir em cada momento de nossa vida. Ao tomarmos consciência de que podemos expressar uma virtude em vez de um defeito aí estamos expressando o amor. Todo mundo faz sermões e têm escrito toneladas de livros com discursos maravilhosos que encantam os emocionalistas sem que nada ou muito pouco se traduza em fatos concretos.</p>
<p>Em Gnose, devemos aprender a cultivar essas pequenas flores delicadas e é por isso que nós aqui, na Fundação Samael Aun Weor, sempre temos insistido na conduta reta, que é a via da expressão do amor em pequenas doses, que é a única coisa que temos capacidade de fazer nesse momento. Um dia, mais tarde, quando tivermos eclipsado toda a treva dentro de nosso interior, aí sim seremos uma chama viva andando pelas ruas de nossa cidade, mas até lá vamos cuidar dessas pequenas chispas, pois é com elas que vamos acender a grande fogueira, se não cuidarmos delas fogueira alguma teremos, pois Kundalini não irá despertar por falta de méritos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Autor: Karl Bunn</p>
<p><strong>Para um maior aprofundamento, recomendamos: <a href="http://www.gnose.org.br/despertar_kundalini/">O Despertar de Kundalini</a></strong></p>

<p><em>O texto acima é uma cópia íntegra, (modificada a pontuação e feitas algumas alterações para dar o formato de texto), de uma conferência ditada por Karl Bunn, presidente da Igreja Gnóstica do Brasil – www.gnose.org.br – realizada no dia 13/01/2007, por meio do programa Paltalk, via Internet. Equipe: Transcrição de texto: Mariana Cunha. Copydesk: Wagner Spolaor</em></p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
										</item>
		<item>
		<title>Atenção Plena &#038; Auto-Observação II</title>
		<link>https://gnose.org.br/atencao_plena_auto-observacao_ii/</link>
				<pubDate>Tue, 29 Oct 2013 00:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[ABRAGNOSE]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Gnose, Gnosis, Gnosticismo]]></category>
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				<description><![CDATA[Como sabemos, a essência da meditação do buddhismo gnóstico consiste no desenvolvimento da plena atenção ou da percepção real e objetiva de tudo e todas as coisas. A atenção plena se desenvolve mediante um programa de treinamento específico; não é algo arbitrário ou feito ao acaso, mas sim, baseado num dos mais conhecidos textos do cânone Theravada, [&#8230;]]]></description>
								<content:encoded><![CDATA[<p>Como sabemos, a essência da meditação do buddhismo gnóstico consiste no desenvolvimento da plena atenção ou da percepção real e objetiva de tudo e todas as coisas.</p>
<p>A <strong>atenção plena </strong>se desenvolve mediante um programa de treinamento específico; não é algo arbitrário ou feito ao acaso, mas sim, baseado num dos mais conhecidos textos do cânone Theravada, que é o <strong>Buddhismo Gnóstico </strong>. Portanto, estamos nos referindo <strong>ao discurso [sutta] dos quatro fundamentos da atenção plena </strong>, mencionado na reunião anterior: o <strong>Satipatthana Sutta </strong>.</p>
<p>A prática da meditação e da atenção plena podem ser comparadas, como mencionamos no encontro anterior, só para rememorar alguma coisa, com o ato de ferver a água numa chaleira. Se queremos aquecer a água da chaleira no fogão, temos que acender a chama e mantê-la acesa por um determinado tempo para que a água se aqueça e depois ferva.</p>
<p>No caso da prática da atenção plena, acender o fogo do fogão e mantê-lo aceso, equivale a estar atentos a nós mesmos, ou seja, plenamente atentos, e, cada vez que nos distraímos, equivale a desligar a chama do fogão.</p>
<p>Se o nosso objetivo é ferver a água, é claro que não podemos desligar o fogo a toda hora, porque a água não vai ferver. Se desligarmos o fogo mais tempo que o mantivermos aceso, a água não aquecerá nem ferverá, literalmente, nunca. <strong>Ferver a água equivale a alcançar a iluminação. </strong>Se não formos capazes de manter a atenção plena pelo tempo necessário, não só durante o dia, mas durante nossa vida, é claro que a chaleira com água não ferverá; ou seja: não alcançaremos o estado de iluminação.</p>
<p>A título de esclarecimento, lembramos que no <strong>Buddhismo Theravada </strong>existem dois tipos fundamentais de meditação: um deles visa ao desenvolvimento da tranqüilidade através de estados de absorções meditativas, que recebe o nome de <strong>Jhana</strong>; e existe um outro tipo de meditação, conhecido como <strong>Vipassana </strong>, e este visa a obter ou a alcançar a visão interna da verdadeira natureza das coisas.</p>
<p>Essas duas formas de meditação não são excludentes entre si, massim, complementares. Ainda que o tipo Vipassana seja considerado o mais elevado, a meditação da atenção plena, ou a meditação da introspecção, Jhana, resume-se numa frase que mencionamos no encontro anterior: &#8220;seja atento&#8221;, isto é: vigie a tua mente ou observe a si mesmo o tempo todo. No exemplo dado, acima, equivale a manter a chama do fogo permanentemente acesa para que a água da chaleira ferva.</p>
<p>Colocado isso, entendemos, concluímos, que o Satipatthana Sutta é essencialmente um paradigma para alcançar a visão interna da verdadeira natureza das coisas, usando, para isso, percepção total. Esse sistema oferece um programa, como dissemos. Este programa é natural e lógico; qualquer pessoa pode seguir esse programa com grandes resultados concretos. Com isso queremos tirar ou eliminar a idéia falsa, ou o mito, de que existe algo mágico, por assim dizer, na prática da atenção plena. Não, não existe! É técnica pura; pura técnica de concentração, de vigilância permanente, para não deixarmos a mente se desgarrar do aqui e agora.</p>
<p>Como tema de meditação podemos lançar mão de vários objetos, como mencionamos. <strong>O objeto </strong>de uma meditação é sempre<strong>o tema </strong>ou <strong>o motivo </strong>ou <strong>o foco </strong>. Como tema de meditação podemos usar a respiração, observar o corpo físico, observar as sensações e a própria consciência; podemos usar também os objetos mentais, ditos objetos mentais, que nossos próprios pensamentos.</p>
<p>Traduzindo, isso significa que nós podemos meditar usando os próprios pensamentos que surgem em nossa mente; não há razão, motivo ou explicação para não meditarmos; e também não é algo absurdo conseguir a concentração; muitos alegam que não conseguem meditar porque se distraem. Utilizem, então, nesse caso, os próprios pensamentos que surgem, como objeto de meditação.</p>
<p>Na seqüência, isso ficará mais claro&#8230; Em realidade, o Satipatthana Sutta é muito simples. Este sutta ilustra uma das principais convicções sobre o ideal do buddhismo gnóstico, qual seja: <strong>a de que os sentidos, incluindo a mente, devem ser transformados para que possamos perceber a verdade. </strong></p>
<p>O que vem a ser esta verdade? É a vida tal qual ela é, não como nossos sentidos dizem que é ou nos informam que é.</p>
<p>É preciso ir além das impressões sensoriais para percebermos, então, a verdade. Este é o propósito deste sutta. O Satipatthana Sutta começa pelo pressuposto da condição ilusória do ser humano, ou seja, toma como ponto de partida que o ser humano não conhece a realidade da vida, apenas [conhece] as impressões que da vida recolhemos pelos sentidos.</p>
<p>Isso nos remete à visão, à percepção, clara e evidente, de que no estado habitual, somos levados a ficar alheios acerca da natureza das coisas, principalmente da natureza da própria existência; ou seja, ficar alheio é a mesma coisa que ficar distraído ou identificado com as ilusões que são as impressões recolhidas da vida pelos nossos cinco sentidos mais a mente.</p>
<p>Assim sendo, levados por uma multidão de desejos egocêntricos, como ira, avareza, ódio, luxúria, gula, vaidade, ambição etc., os sentidos humanos constroem um mundo que é artificial e irreal. É um mundo onde o ego, a auto-satisfação, são de grande, enorme importância, e quando somos ameaçados por tudo aquilo que desafia o lugar, o status ou a posição pessoal, os sentidos perpetuam ou ampliam a ilusão de um mundo no qual os egos vivem no meio de coisas, num ambiente; e são esses egos que transmitem ou dão à impressão de felicidade e de bem estar, e assim caímos nessa ilusão de felicidade e bem estar egóicos.</p>
<p>Mas isso não é real! E, por força dessa ilusão, nós, seres humanos, somos levados e conduzidos pela ganância, ambição, ódios religiosos, raciais, discriminações e até mesmo partimos para a destruição de outros seres humanos. Nações entram em guerra contra outras nações a fim de conquistar uma posição ou defender uma idéia ilusória, um ideal baseado na ilusão, como, por exemplo, a ilusão de paz, que é sempre o motivo para iniciar uma guerra.</p>
<p>De quê paz estamos falando? De quê paz falam as nações para se lançarem à guerra? A sua paz? baseada nos seus interesses de mercado? interesses egoístas? na supremacia? na imposição de valores sobre outros povos, culturas, nações?</p>
<p>É disso que estamos falando, porque é assim que na vida prática e concreta isso ocorre. Mas a raiz disso tudo está na ilusão. Não temos mais acapacidade de perceber a realidade da vida porque hoje somos dominados pelas ilusões dos sentidos. Por isso, meus amigos, que o objetivo do Satipatthana Sutta consiste em sugerir, apontar ou indicar um meio, um caminho, que permita a compreensão da verdadeira natureza das coisas&#8230;</p>
<p>Essa não é uma tarefa muito simples; é uma tarefa trabalhosa. Então, meditar não significa, não é um devaneio mental como, por exemplo, contemplar um pôr de sol. Muitas pessoas se põem a contemplar o sol ao fim do dia e dizem que estão meditando; não é bem assim. Muitas vezes essa contemplação leva ou arrebata o contemplador a devaneios mentais, e ele se sente bem com isso; aí é mais uma ilusão da mente.</p>
<p>A meditação consciente, pelo contrário: é uma disciplina de confrontação com os processos da vida tal como realmente são. Em outras palavras: uma meditação consciente desnuda as impressões que chegam à nossa mente pelos cinco sentidos. Para isso precisamos ter uma postura, uma atitude crítica ou autocrítica, de atenção plena &#8211; e só a atenção plena, a auto-observação permanente nos proporciona isso, porque, se estamos fascinados, identificados, dormindo, com as projeções e fantasias de nossa mente, é claro que não temos mais atenção nenhuma; a nossa desatenção é total.</p>
<p>Portanto, a meditação consciente não depende de nenhum estímulo externo; não depende de drogas, sejam elas alucinógenas ou enteógenas, como aqui, em outra ocasião, já alertamos, ao falarmos sobre os fenômenos da falsa consciência; muitos não levaram e ainda não levam a sério; vão perder o retorno [e muito mais] por causa disso.</p>
<p><strong>O satipatthana Sutta minimiza ou elimina as distorções sensoriais que contradizem a verdade sobre a natureza das coisas. </strong>O objetivo é proporcionar uma compreensão objetiva do ego e também do mundo e da vida, através de um método analítico e dentro de um ambiente controlado.</p>
<p>O que significa isso? Significa proporcionar compreensão a partir de uma percepção ou auto-percepção ou da identificação de um objeto. Uma vez que se percebe algo, se faz análise, a crítica, e essa análise crítica, leva-nos à compreensão; e o que significa ambiente controlado? Quem exercita a atenção plena tem o ambiente controlado.</p>
<p>Para aquele que persevera nessa disciplina técnica, é grande a recompensa que vai colher, ainda que ninguém medita para ganhar alguma coisa. Porque se alguém faz meditação para ganhar alguma coisa, está perdendo seu tempo. A meditação não objetiva ganhar algo, nem receber algo, não!</p>
<p>Devemos meditar simplesmente para poder ver, perceber e captar ou compreender as coisas realmente como são; portanto, uma vez que se tenha essa visão, ser ou poder ser aquilo que realmente somos em realidade, e não aquilo que pensamos que somos.</p>
<p>Nós não nos damos conta de que somos um ego reencarnante; não nos damos conta que somos uma mente que pensa, que somos um Ser aprisionado num corpo de barro. O corpo oferece impressões suficientes para nos fazer acreditar que somos o corpo. Mas, em realidade, não é isso; <strong>nós somos aquilo que está dentro do corpo, </strong>somos a consciência que está dentro do corpo, somos a consciência que percebe o próprio pensamento e próprio processo de pensar.</p>
<p>Isso precisa ser vivenciado, captado, e não tem como se fazer isso ou explicar isso através da dialética. Pela dialética até podemos transmitir estas verdades conceituais, porém se tornarão verdades reais à medida que cada um for vivenciando isso por si só. Se não houver vivência, se não houver disciplina prática e sistemática da meditação e da atenção plena, não vai haver comprovação nem experimentação da verdade e da realidade da vida.</p>
<p>Dentro disso, uma das meditações mais usadas pelo buddhismo gnóstico é, justamente, <strong>a meditação da atenção plena sobre o corpo. </strong>Na reunião anterior abordamos a atenção plena sobre o corpo caminhando. Hoje vamos abordar um outro aspecto da atenção plena sobre o corpo. Portanto, apropriadamente, devemos iniciar com a conscientização da respiração. Trata-se de um exercício específico, destinado a conseguir não só a consciência da respiração, mas também a percepção do corpo e de todos os seus processos.</p>
<p>O Satipatthana Sutta ensina a procurar um lugar tranqüilo, sentar-se com as pernas cruzadas, manter-se perfeitamente ereto e utilizar a respiração como objeto da meditação; depois que dominar a consciência da respiração pode-se partir para outras modalidades, como meditar andando ou tratar de meditar em atividade. Portanto, nessa condição de atento, o monge inspira e atento ele expira, e quando se dá conta e pensa &#8220;respiro lentamente&#8221;, <strong>compreende </strong>que está respirando lentamente; ou quando se dá conta &#8220;respiro depressa&#8221;, <strong>compreende </strong>que está respirando depressa.</p>
<p>A consciência da respiração, através do simples exercício de prestar atenção às inalações e às exalações prolongadas ou curtas, produzem um duplo resultado: <strong>1)a percepção da natureza de todo corpo; 2) a tranqüilização das atividades orgânicas. </strong></p>
<p>Vamos analisar, por um momento, as conseqüências advindas se cada um dos nossos atos fosse executado com uma atenção consciente de cada movimento, de cada sentimento, de cada pensamento. Tal conscientização não é uma atitude de investigação ou conceituação racional, mas é a simples e natural percepção de tudo que ocorre interna e externamente; uma consciência que observa sem apegos todos os acontecimentos mentais e físicos.</p>
<p>Como bem diz o Satipatthana Sutta: &#8220;ter consciência do mecanismo da respiração é um exercício em si e por si mesmo, mas também é a atenção sobre a respiração destinada a orientar a meditação para a visão interna, para conduzir a meditação para a visão interna&#8221;.</p>
<p>Sob esse aspecto é encarada como o primeiro passo de um programa regular e sistemático de treinamento e desenvolvimento. Assim, a contemplação do corpo, das sensações, da mente ou dos objetos mentais, é realizada como parte da percepção da respiração.</p>
<p>Uma pessoa que se esforça para alcançar a visão interna precisa constatar, com absoluta clareza, todos os seus movimentos e atos, desde abaixar-se e esticar as pernas até vestir as roupas, passando pelo que bebeu, comeu, mastigou, engoliu. Em suma, nada do que faz deve passar despercebido ou não-observado. Isso é atenção plena, isso é auto-observação.</p>
<p>Os atos, que para o homem comum são motivados ou conduzidos subconscientemente, passam a fazer parte da vida consciente do meditador ou do bhikkhu, do estudante de Gnose, e todas as atividades físicas são compreendidas nesse sentido, de estarem sujeitas à plena percepção pura, ou seja, nada passa despercebido.</p>
<p>Isso não quer dizer que a mente deva empenhar-se indefinidamente nas razões e motivos desses atos todos, desses movimentos. Não, não tem que fazer isso; pelo contrário, o esforço, aqui, tem um propósito, que é eliminar a sujeição aos hábitos, ou a mecanicidade dos hábitos, dos pensamentos que vêm irrefletidamente, mecanicamente em nossa mente.</p>
<p>O Satipatthana Sutta adverte ou avisa a quem medita que deve refletir sobre as partes do corpo, da sola dos pés ao alto da cabeça, em termos de: cabelos, unhas, dentes, pele, carne, nervos, ossos, medula, rins, coração, fígado, membranas, baço, pulmões, estômago, intestinos, etc. E também avisa para refletir ou dar-se conta sobre: excremento, bile, catarro, pus, sangue, suor, gordura, lágrimas, saliva, muco do nariz, urina, etc.</p>
<p>Esta relação, aqui mencionada, talvez possa até chocar alguns; pode chocar, mas, como é natural, deve ser visto como parte natural do corpo humano. O objetivo é exatamente esse: não pintar um quadro atraente do corpo, mas justamente reforçar a noção e a idéia de que o corpo não passa de um conjunto de partes bastante repulsivas até.</p>
<p>Quando o meditador, o Bhikkhu, o estudante de Gnose, o interessado em desenvolver a atenção plena, se dá conta da realidade do corpo, quando passa a perceber que no corpo não existe nada que vale a pena a se apegar, a desejar, ele deixa de ser conduzido para lá e para cá pela luxúria, por exemplo, porque são os sentidos que passam a nós a idéia de “corpo atraente”, e este mesmo conceito, “mulher atraente”, “homem atraente”, a partir dos quais se desenvolve todo um processo luxurioso, que pode levar à fornicação, ao adultério. [Não sei se estamos conseguindo passar a idéia&#8230; Mas é assim mesmo que ocorre&#8230;]</p>
<p>Se passarmos a ver o corpo tal qual ele é, dotado de tudo isso que mencionamos aqui, carne, nervo, ossos, medula, rins, coração, órgãos internos, e também excrementos, catarro, pus, muco, urina, essas transformações de impressões gradativamente vai destruindo a ilusão luxuriosa. É disso que estamos falando, meus amigos.</p>
<p>Portanto, a conscientização de um estudante, de um bhikkhu, de um monge, fundamenta-se exclusivamente na idéia de que o corpo apenas existe. O corpo existe e não se pode negar, mas, as idéias e conceitos de “corpo jovem”, “corpo atraente”, “apetitoso”, “gostoso” despertam os desejos e das sensações de tocar tais corpos.</p>
<p>Quanto antes superarmos essa ilusão sensorial mais rapidamente podemos triunfar sobre nossa luxúria e sobre nossos processos luxuriosos; afinal, não há razão para apegarmo-nos ao corpo, viver em função do corpo e também dos sentidos que nos passam as ilusões, as imagens, as impressões sobre o corpo &#8211; nada mais que isso.</p>
<p>O buddhismo gnóstico ensina claramente ao meditador, ao bhikkhu, considerar o corpo como <strong>“um todo composto unicamente dos quatro elementos materiais primitivos que é terra, água, fogo e ar”, </strong>porque todo o corpo e os órgãos internos, as glândulas, tudo é feito desses elementos, em última análise. O que passa disso, é ilusão&#8230;</p>
<p><strong>Quando alguém percebe objetivamente a realidade, se dá conta que o corpo humano é um conjunto, um órgão, um instrumento para a consciência se expressar, agir e interagir aqui neste mundo, onde estamos neste momento. </strong></p>
<p>O processo analítico, no qual o praticante-estudante está envolto, enquanto examina o corpo, é também um exercício de controle da mente, porque não deixa a mente desgarrar-se nas fantasias. As definições, nesse caso, são limitadas, não no sentido lógico ou lingüístico, mas como um exercício destinado a focar a mente.</p>
<p><strong>Poderia afirmar que o Satipatthana sutta estabelece um contexto rigoroso para a mente em lugar de permitir as habituais reações mentais fruto de uma indisciplina da mecanicidade dos pensamentos. </strong>No entanto, ao reduzir o indivíduo aos elementos básicos, elementais, fundamentais ou partes constituintes, enfraquecemos &#8211; e com o tempo eliminamos &#8211; o ego ou os egos que, justamente, se alimentam, que se formaram, que sobrevivem dessas ilusões sensoriais.</p>
<p>A redução do apego ao corpo é acentuada pelo que se menciona como <strong>as oito contemplações do cemitério </strong>. Isso é ensinado no Buddhismo e também em nosso <strong>Curso de Meditação </strong>, que está disponível no site [www.gnose.org.br]. Ali se fala alguma coisa sobre isso; uma das meditações ali recomendadas é exatamente meditar sobre a morte e os processos de decomposição do corpo.</p>
<p>O Satipatthana sutta orienta e ensina a meditar sobre as oito contemplações do cemitério, que nada mais é do que ver o corpo humano atual, ainda que nesse momento jovem, atraente, bonito, cheio de vida, viçoso, ao cabo de alguns anos se transformará num cadáver.</p>
<p><strong>As oito contemplações do cemitério </strong>são quadros que descrevem o corpo nas diversas fases de apodrecimento e dissolução que segue à morte. É claro que isso é uma idéia ou um pensamento bem desagradável. Mas acreditamos que a franqueza e a objetividade desta passagem dispensa maiores comentários; todos sabemos o que é um corpo em decomposição&#8230;</p>
<p>Uma das formas de meditar, utilizando o corpo como objeto de meditação, é exatamente esse: atenção plena no corpo humano desde que ele nasce, cresce, se desenvolve, passa pela fase da adolescência, a idade adulta, depois a senilidade e, por fim, a morte e a dissolução do corpo após a morte.</p>
<p>Esta contemplação, a meditação nesses quadros objetiva libertar aquele que medita do apego às coisas do mundo; libertar e criar um estado de independência &#8211; e a palavra independência é bastante adequada, porque no nível mais profundo, a prática da meditação do buddhismo gnóstico tem como objetivo trazer à realidade um novo estado de Ser, caracterizado pela liberdade total, ou seja: se nós nos descondicionarmos de tudo isso que temos e tomamos hoje como sendo verdade e realidade, se fizermos uma ampla e profunda transformação mediante a atenção plena, a auto-observação direta sobre nós mesmos, ao fim alcançaremos um novo estado de consciência, caracterizado pela liberdade total &#8211; e na liberdade total, com o incondicionamento da mente, podemos, então, perceber a realidade tal qual ela é.</p>
<p>Meditar sobre os processo de dissolução do corpo, ao qual estamos tão apegados, ocasiona realmente algumas repulsas, e o objetivo é exatamente esse: gerar repulsões, porque as repulsões são sensações, percepções, conclusões, sentimentos, opostos ao que o ego nos diz, ao que os sentidos nos dizem.</p>
<p>Entretanto, podemos inclusive, quem estudou a história de Buddha, sabe que Siddhartha Gautama iniciou sua peregrinação espiritual a partir da visão de um cadáver; foi ali que ele concluiu ou o levou a pensar: &#8220;mas, afinal, o fim da vida é esse? A finalidade da existência é essa? Virar um cadáver? Então, por que se apegar a algo que vai ser dissolvido, que irá perecer?&#8221;</p>
<p>À medida que aprendemos a pôr consciência em tudo e em todas as coisas, à medida que nos desapegamos de tudo e de todos, inclusive de nós mesmos, de nossos sentimentos, de nossos pensamentos, de nossa idéias ou &#8220;verdades&#8221;, à medida que vamos percebendo objetivamente que a vida real e concreta não é a que nossos sentidos indicam ou transmitem, vamos despertando nossa consciência.</p>
<p>Até aqui nossas palavras desta noite; ficamos agora à disposição daqueles que quiserem ampliar o sentido, a visão, a percepção daquilo que tratamos de apresentar e expor aqui; fiquem à vontade para fazerem os questionamentos que acharem necessários. Peço apenas que não fujamos do tema para, justamente, não contrariar o nosso objetivo maior aqui, que é o da atenção plena&#8230;</p>
<p><strong>Perguntas</strong></p>
<p><strong>P: Quando se está concentrando num chakra, fazendo uma vocalização, é normal sentir uma sensação de dor ou desconforto neste lugar? </strong>
R: Se você se concentra numa determinada parte do corpo humano, para ali converge maior quantidade, volume de energia, inclusive circulação sangüínea. Então quando tratamos de concentrar num chakra, vocalizar o mantra respectivo desse chakra, é claro que ali se concentra energia vital, astral, da mente e para ali também se concentra, no respectivo órgão da contra parte física, maior quantidade de sangue. Então vêm os sintomas decorrentes do exercício; não há porque temer, se assustar; a única coisa que aconselhamos é não queiram fazer oito horas diárias de exercícios como este de começo, de cara, porque vai gerar problemas.Sempre temos recomendado aqui uma hora, duas horas de meditação diária mais a prática da atenção plena durante o dia, claro que tomando como base filosófica de tudo a conduta reta, a prática e a expressão das virtudes como ensina o karma yoga. Se vivermos de acordo com esses princípios e fazermos nossas práticas tudo sairá bem&#8230; [no início, quem nunca fez nada, deve ser prudente: uma hora, no máximo, para começar, durante sessenta dias; depois, gradativamente, vai ampliando o tempo, até chegar a duas horas, três horas. Oxalá todos pudessem meditar três horas por dia, fazer práticas três horas por dia dessas práticas passivas; daria um grande salto espiritual&#8230;</p>
<p><strong>P: É sabido que se obtém um melhor resultado na meditação justamente naquele período no início da sonolência; tenho observado que é justamente nesse momento que mais sinto sono, e embora me esforce ao contrário, sinto que o mesmo fica cada vez mais forte, não me dando condições de prosseguir. O que posso fazer para vencer este inimigo? </strong>
R: Meu caro amigo, quem diz que essa sonolência, ou esse estado de sono, é seu inimigo? O Mestre Samael sempre foi categórico em afirmar, ao longo da sua vida, que meditação sem sono, sem estado de sonolência, danifica o cérebro. Meu amigo, aprenda apenas a cavalgar o tigre, aprenda apenas a surfar na onda que está aí à sua frente; não se conflite tanto assim; pratique apenas a atenção plena durante o estado de sonolência. O Mestre Samael, em determinadas práticas, diz que, inclusive ele ensina em algumas outras práticas, que é obrigatório você entrar no estado de sono, e até mesmo sono profundo, porque aí, em estado de sono profundo, você irá falar com seu Íntimo. Claro que no começo, se você dormir, aí é outra coisa; mas estamos falando de sono ou sonolência profunda, e esse estado de sono ou sonolência profunda, equivale à meditação profunda ou estado de meditação profunda &#8211; que não deixa de ser uma certa sonolência, ou se parecer com sonolência. Isso não é esse sono que caímos na cama e dormimos feito pedra. Acho que falta apenas exercitar o domínio que te falta nesse ponto; não encare isso como um obstáculo, mas sim, como algo aliado a você; apenas aprenda a equilibrar-se na onda: estado de sono profundo sem perder a consciência, compreende?</p>
<p><strong>P: Você ensinou uma meditação para o corpo físico; existe uma meditação para as sensações? </strong>
R: Quando falávamos da respiração e também do corpo físico comentamos sobre as sensações; estão envolvidas. As sensações todas são dadas pelo corpo físico. Então, na prática, no exercício da atenção plena, ou da auto-observação, não há como não perceber o corpo, não perceber a respiração, e não há como não perceber as sensações. Esse é um tema que ainda vamos aprofundar, como havíamos anunciado anteriormente. Isso será feito na próxima reunião&#8230; Em resumo, as sensações se resumem em três classes: sensação agradável, desagradável e neutra. Todas elas, especialmente as agradáveis e desagradáveis, alimentam e geram egos, caso não trabalharmos nas transformações das impressões. Mas o nosso propósito hoje aqui foi o de ensinar a meditar sentado ou deitado, que é a meditação passiva tomando como objeto de meditação o corpo e tudo que a ele está relacionado. Na próxima semana falaremos da atenção plena na transição da vida para a morte, que é muito importante, visto que 2012 se aproxima, e antes disso muitos fenômenos já se precipitarão&#8230;</p>
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<p>Autor: Karl Bunn</p>
<p><strong>Para um maior aprofundamento, recomendamos: <a href="http://www.gnose.org.br/atencao-plena-auto-observacao-iii/">Atenção Plena &amp; Auto-Observação III</a>
</strong></p>

<p><em>O texto acima é cópia integral, (modificada a pontuação e feitas algumas alterações para dar o formato de texto), de uma conferência ditada por Karl Bunn, presidente da Igreja Gnóstica do Brasil – www.gnose.org.br – realizada ao vivo dia 17.07.2007, por intermédio do programa Paltalk, via Internet. Equipe: Transcrição de texto: Mariana Cunha. Revisado pelo próprio autor.</em></p>
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