O AUTENTICO CAMINHO DO GUERREIRO, DO TUATHA DE DANNAN
O CAMINHO DO GUERREIRO, DO TUATHA DE DANNAN
Autor: ALEX ALVES
O tema busca, nas antigas tradições místicas e sagradas de povos da humanidade, o verdadeiro "caminho do guerreiro", do antigo Tuatha de Dannan, aquele que defendia e protegia seu lar (a Terra).
Hoje em dia, salvo uns 3 ou 4, não restaram mais Tuthas aqui neste plano; como consequência do recrudescimento e das trevas que dominaram tudo, eles foram tragados pela vida, se perderam ou não mais voltaram; o mundo se transformou num palco de barbárie, sendo isso de fácil constatação a qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. As antigas divindades recolheram-se, porque o homem escolheu seguir "Mammom" e a Beleza das Deusas se ocultou aos homens e, quando nos recordamos destes tempos, sentimos o aroma da ultima gota da mais pura essência de rosas.
Diante disso e até mesmo para cumprir um dever sagrado, é que fomos buscar nos povos antigos sua sabedoria, com vistas a resgatar os TUATHAS. Este texto é um chamado, uma convocação a todos os TUATHAS DE DANNAN, para que voltem a lutar, defender, proteger e amar A GRANDE MÃE.
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O CAMINHO DO “TUATHA DE DANNAN”
24.02.2009
por Alex Alves, Curitiba-PR
iheve.br@gmail.com
Já faz um tempo venho estudando sobre um assunto muito particular, na busca de compreender o que vem a ser o verdadeiro “Caminho do Guerreiro”.
Porém, não há mais como traçar parâmetros tomando por base o que se entende hoje como “sociedade”; então, foi preciso voltar a antigos tempos, estudar e “remontar” algo de povos que já desapareceram nas brumas das lendas, dos mitos, dos bardos.
De imediato uma constatação: não há mais guerreiros, o que há é um mundo mergulhado na mais profunda ignorância, onde as guerras deram lugares a toda sorte de crueldade, maldade e selvageria. Como já dizia o Mestre Samael, os bárbaros de hoje em dia usam ternos e gravatas.
Ao contrário do que muitos falsamente acreditam, as guerras em si são necessárias e não são um mal. Nosso corpo físico, por exemplo, está em constante luta, onde células fagocitam umas as outras. Milhões de células nascem, enquanto outro tanto não menos numeroso morre e, mesmo assim, no final da existência, após muito lutar, o corpo não resiste a ação do tempo, um inimigo implacável que poucos têm a audácia de desafiar (e vencer). Esse é o nosso destino, o “Ragnarök” particular que cada um terá de enfrentar um dia, é o “destino final”.
Então, o que antes era algo natural, hoje, deu lugar a barbárie. Não há mais honra, nem guerreiros e os soldados de hoje lutam para defender a ambição de uns poucos gananciosos, mais interessados na destruição do que na harmonia.
Mas, nem sempre foi assim, houve um tempo em que os guerreiros (os verdadeiros) eram a expressão da nobreza na Terra. Justos, sábios e habilidosos, dominavam todas as artes, incluindo arte magna (magia). A natureza sorria a estes e nenhuma porta lhe estava fechada. Eram heróis, “filhos dos Deuses” e quando de suas passagens por este lado da vida, seus feitos revelavam a expressão do poder de Deus em toda a sua obra.
Então, com a permissão das divindades, que por muitos milênios se mantiveram recolhidas, no oculto e no anonimato, comentamos algo desse estudo, com vistas a chamar os antigos e velhos TUATHAS e que hoje anelam a voltar a trilhar o Caminho do Guerreiro, daquele que é rei-sacerdote-guerreiro do Reino de Salém (o Reino da Paz).
TUATHA significa, em resumo, “povo”, mas não um “povo” qualquer; é uma “casta” muito especial, ligada diretamente ao que conhecemos como a “linhagem do graal”, aquela descendência particular que se iniciou com o pacto entre Abraão e Melktzedeck de onde surgiram Reis, Rainhas, príncipes, princesas, guerreiros, sacerdotes... enfim, a linhagem do “sangue real”, dos nobres (arios).
Antes de aclarar o nome “Dannan” (que é o nome de uma Deusa), é necessário esclarecer algo.
A civilização, na antiguidade, sempre esteve diretamente ligada a natureza, particularmente à figura da “Mãe Terra” a qual, em cada região era conhecida por um nome, segundo os costumes e o idioma. Porém, o princípio era sempre o mesmo; era a figura da Grande Mãe que cuidava da fertilidade, dos nascimentos e da morte, que sustentava a vida criando condições e meios ao homem e a toda natureza. A Terra era vista como mãe porque tudo advinha dela e, a ela, tudo voltava para, após um novo período, reaparecer sob outras formas ou aspectos.
Sem querer aprofundar a questão do aspecto Tríplice do Eterno Feminino de Deus (que não é o propósito no momento), temos que os nomes da Grande Mãe são parecidos em diversas culturas, como por exemplo, entre os Irlandeses e os Gregos.
Entre os irlandeses temos “DANU”, também chamada de “DAN” ou “DÖN”, que é a Deusa da terra, da vida e da morte, descrita como tendo três faces ou aspectos (Morrigan – guerra; Blaudewed – vida; Brighid – morte).
Os gregos, por sua vez, também rendiam culto à Grande Mãe a qual, em seu tríplice aspecto era DEMETER (terra, fertilidade, morte), HERA/JUNO (lar, guerra) e HÉSTIA/VESTA (fogo, vida) e, aqui, temos a Mãe Natureza como DAN-METER ou DAN-MATER (terra– mãe, ou, simplesmente “Mãe da Terra”).
Enquanto DAN-MATER (Demeter) é a Grande Mãe da Terra, seu consorte é POSEIDON, ou seja POSI (dono) DON (terra); Os gregos sabiam que POSIDON/NETUNO era o "Senhor da Terra". NETUNO, por sua vez também é NEITH-UNO, aquele que é "UNO COM NUT"; e, NUT é a Grande Mãe Espaço.
Sabemos que DEMETER e sua filha, a Deusa CORÉ/PERSEFONE estão ligadas aos mistérios dos Eleusis, rituais cuja simbologia oculta trata, em síntese, da descida da alma humana à vida física e a necessidade de “trabalhar a terra”. Além disso, nos Eleusis também se celebrava o retorno de PERSÉFONE, como alegoria do regresso das plantas e da vida à terra, depois do inverno. As sementes que ela trazia significavam o renascimento de toda a vida vegetal na primavera.
Na época áurea desses mistérios, os iniciados viam em DEMETER, a terra-mãe, a deusa da agricultura, da luz celeste, mãe das almas e a Inteligência Divina, Mãe dos Deuses. Os sacerdotes de Elêusis ensinaram sempre a grande doutrina esotérica que lhes veio do Egito, ou seja, a Doutrina Iniciática.
Então, a DANNAN, conquanto Divindade, é a filha da Deusa DAN, aplicando-se a ela tudo o quanto, nos sagrados mistérios dos Eleusis se aplicar a PERSEFONE/CORÉ, já que, mesmo em épocas e culturas distintas, revelam a mesma verdade.
Um dos mitos ligados aos Eleusis, era o da Esfinge. De forma simplificada, podemos dizer que se tratava da “alegoria da vida”.
E já que “esfinge”, em grego, significa moer, esmagar, estrangular, ou seja, é a vida moendo tudo a cada instante para recriar no seguinte. Nascer, morrer e renascer; subir, descer e tornar a subir; criar, destruir e recriar. Esse é o trabalho da Mãe Natureza, da Grande Mãe, DEMETER ou DAN.
O guerreiro, o valoroso e honrado lutador tinha como missão, aqui nesta vida, “desafiar a esfinge” (a vida), decifrando o seu significado, caso contrário, seria “devorado” por ela; pelo intelecto, pela mente não iluminada (areia - aridez do deserto da existência - ampulheta - tempo – Cronos, o tempo que a tudo devora).
Portanto, TUATHA DE DANNAN é nobre guerreiro da Grande Mãe, aquele que triunfava sobre a vida e a morte. Esse o iniciado, o verdadeiro rei, sacerdote e guerreiro, herói solar que em antigos tempos reconhecia na Grande Mãe a plena realização.
O TUATHA sabia que era filho da Terra, e que dela recebia a totalidade de seu corpo, da mesma forma que o corpo do recém-nascido procede do seio de sua mãe.
O TUATHA era uno com a Grande Mãe e, ela, com ele. Sabia que Dela nasceu, por Ela devia viver e, ao fim, à Ela deveria retornar, devendo sempre guardar, observar e fazer cumprir suas leis, porque tinha consciência de que não poderia viver longos anos nem ser feliz à partir do momento em que deixasse de honrar e respeitar sua Mãe e suas leis. O TUATHA sabia que sua vida, era a vida DELA, a Terra, sua Mãe.
O TUATHA sabia que respeitar e honrar sua Mãe, a Terra, fonte de toda vida e riqueza, lhe trazia longevidade e sabedoria e que se mantivesse o respeito às suas leis a Ela se uniria.
O TUATHA sabia que sua Mãe, a Terra, traria cura para todos os males e jamais adoeceria; lhe protegeria contra todas as aflições e danos, porque foi Ela quem o criou e é Ela quem lhe sustentava a vida. Ela deu-lhe o corpo e ninguém, senão ela, traria a cura. O TUATHA era genuinamente feliz, porque amava sua Mãe e nela repousava em paz e, mesmo quando Dela se afastava, não perdia o seu amor.
Por isso os TUATHAS eram chamados de reis/rainhas, guerreiros, príncipes/princesas e sacerdotes/sacerdotisas, os mais nobres filhos/filhas da GRANDE MÃE, porque cuidavam de sua casa (a Terra), lar de todos.
O Mestre Samael comenta, em sua obra “As 3 Montanhas”, que: “...antigas tradições irlandesas, sabiamente registradas nos deliciosos cantos dos bardos ou rapsodistas nórdicos, com justa razão falam de um extraordinário povo cainita ou inca; quer dizer, de sacerdotes-reis, chamados de Tuathas Dé Danann, habilidosíssimos em toda classe de artes mágicas...”
E, prossegue, mais adiante, descrevendo seus feitos:
“Era, com efeito, tão grande a excelência dos Tuathas Dé Danann, tão poderosas e inumeráveis suas hostes, que as planícies irlandesas se viram coalhadas de hordas de combatentes que se estendiam até as regiões por onde se oculta o Sol, ao declinar do dia. Seus heróis imortalizaram-se ante Tara, a capital mágica da Irlanda”.
Os TUATHAS eram exímios no manejo da ciência dos Jinas e, por isso, com seu corpo físico, habitavam cidades mágicas, paraísos elementais e outros lugares de suma beleza não existentes no mundo físico que conhecemos.
“Inquestionavelmente é ali, na Terra Prometida, onde ainda podemos encontrar, ditosos, o ocultismo inato e a lei natural e paradisíaca. Aqueles jinas bem-aventurados que, felizes, moram nos Campos Elísios, na terra que mana leite e mel, não caem certamente sob a regência do Deuteronômio, ou Segunda lei, que tanto atormenta os mortais. Obviamente, as multidões jinas, como aquelas conhecidas como os Tuathas de Danann, moram ditosas no Éden sob regência da primeira lei”.
Ainda, segundo ensina o Mestre Samael, os Tuathas de Dannan levavam sempre consigo quatro esotéricos símbolos mágicos através de todas aquelas terras de seus êxodos legendários: 1) Uma gigantesca taça ou graal (símbolo vivo do útero feminino); 2) Uma enorme lança de ferro puro (fálico símbolo masculino); 3) Uma grande espada flamígera (símbolo do fogo sexual) e; 4) A pedra da verdade (símbolo da pedra filosofal sexual).
“Semelhante taça antes foi presenteada pela rainha de Sabá a Soliman ou Salomão, o rei solar, e foi patrimônio, segundo outros, dos Tuathas de Danann, raça jina do Gaedhil (a Galícia britânica)”.
Nos rituais antigos, o Sacerdote, a certa altura declarava: “Por que vós sois meu povo. Meu povo compõe-se daqueles capazes de despertar e de levantar, cada um, dentro de si, o ritmo de sua particularidade. Deixai que se cumpram as leis, e que isso esteja dentro do ritual da beleza e do bem, pois, são os ritos dos elementos e as festas dos Templos. Celebrai uma festa como aquela da primeira noite do Profeta com sua Noiva Imortal; uma festa simbolizada nos três dias em que foi escrita a lei ... Uma festa para a vida e uma festa para este novo nascimento, que é a morte”.
E, todo o esplendor dos TUATHAS tinha como fonte, nada mais, do que o amor e o respeito à sua Mãe, a Terra, assim como às suas leis.
É a Mãe quem prepara o filho para que ele ascenda ao Pai; Quando o filho morre na cruz, ela renasce como filha do filho; Mãe na matéria e, depois, filha na luz.
Esse é o caminho do Tuatha, o caminho da Cruz, o caminho do Cristo, do rei-sacerdote-guerreiro; uma sabedoria que precisa ser resgatada; um caminho que precisa ser refeito. Precisamos jurar amor à nossa Mãe, nossa Grande Mãe, Dan, Dannan, Demeter, Hera, Rhea, Gaea, Mryam, Nut, Ísis, Ishtar, Cibele (Kibele) Kwan Yin, Kannon, ou que outros nomes tenha; Jurar amor e nos entregarmos, “custe o que custar” !
“CUSTE O QUE CUSTAR”, esse é o caminho do TUATHA; esse é seu juramento.
Por fim, a Loja Branca precisa de “guerreiros” que anelem servir à CAUSA, integrando as fileiras do “Exército Branco”; por isso, aos interessados, mais do que urgente é necessário reconciliar-se com o Eterno Feminino de Deus e seguir pelo caminho da iniciação, vivendo a vida corretamente vivida, dedicando-se às práticas, principalmente ao trabalho sobre si.
Nossa Mãe, a Terra, Grande Mãe, apesar de tudo, nunca nos abandonou! Voltemos, pois, nossa vida à Ela; às suas Leis, porque ela trará a cura e o balsamo que precisarmos!
ACORDEM TUATHAS, OUÇAM O CHAMADO DA GRANDE MÃE, RETORNEM A ELA ! OUÇAM OS CHAMADOS DOS DEUSES !
Há que se lutar, sempre, PELA CAUSA !
Há que se lutar, sempre, pela GRANDE MÃE, pelo ETERNO FEMININO DE DEUS !
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